As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas

Enviada em 19/07/2021

A grande diferença da moeda virtual para o real ou o dólar, é que o usuário faz todas as operações por meio de um celular ou computador, sem a necessidade de um intermediário para validar as transações.No contexto atual da sociedade, nota-se que tais moedas e a revolução nas relações econômicas estabelecem um cenário preocupante para a contemporaneidade. Vale ainda ressaltar a ausência de política reguladora como causa, bem como a falta de inclusão social fomentada em decorrência disso.

Comerciantes, empresas, negociantes, são todos usuários do novo meio alternativo de obter saldo na sociedade moderna e produzir uma nova forma da prática de relações econômicas. Entretanto, por não existir uma instituição ou governo ligado à moeda virtual, os consumidores tendem a optar por pagamentos em espécie. O medo dos usuários torna-se ainda mais visível quando se é noticiado que Hackers têm invadido computadores, celulares, contas nas redes, e, muito além, tramado sequestros, roubos e atos violentos para ter a moeda.

Ademais, após a Terceira Revolução Industrial, o mundo ficou ainda mais segregado, com uma parte rodeada de tecnologia e a outra não. Dessa forma, mesmo as moedas virtuais sendo muito úteis para a sociedade, seu uso é inviável em comunidades de pouco acesso tecnológico, fazendo uma barreira ainda maior entre a economia de países desenvolvidos e subdesenvolvidos.

Logo, cabe ao Legislativo a criação de uma lei que diminua casos de violência e invasão virtual aos usuários, para que ocorram transações seguras no meio virtual. Além disso, é dever do Ministério da Educação a criação, usando de investimento estatal, de campanhas de ensino financeiro nas escolas, para que os jovens aprendam a manusear o dinheiro, tanto virtual quanto em espécie, de forma segura.