As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas

Enviada em 19/07/2021

O capitalismo financeiro, concretizado ao final da Segunda Guerra Mundial, permitiu a criação de bolsas de valores e bancos mundiais, integrando fortemente a economia global, que aparentemente era um sistema soberano até o século vigente. Contudo, com a Quarta Revolução Industrial, atualmente a difusão das moedas virtuais estão alterando radicalmente as concepções acerca das relações econômicas, em virtude da obscuridade e dos riscos ao sistema financeiro internacional.

Primordialmente, evidencia-se o pensamento de Jurgen Habermas, filósofo alemão que propõe que frente a um conflito ético ocasionado por uma novidade tecnológica devemos debater na esfera pública, com a participação dos cidadãos. Entretanto, as novas relações econômicas virtuais carecem de esclarecimentos sobre os futuros impactos ao dia a dia da sociedade, inviabilizando uma discussão ampla e justa. Assim, é evidente a necessidade de promover perspectiva à população.

Outrossim, destaca-se os riscos explícitos ao sistema financeiro. A globalização vem enfraquecendo os Estados Nações e empoderando os monopólios privados e o mercado transnacional, portanto torna-se um desafio prever como as moedas virtuais afetarão as economias nacionais, uma vez que a própria especulação financeira já ocasiona demasiadas incertezas nas bolsas de valores. Diante disso, é destaque a drástica mudança da dinâmica financeira e seus impactos na economia contemporânea.

Portanto, é imprescindível que o Estado, concomitantemente aos desenvolvedores das moedas virtuais, informe o desenvolvimento dos novos processos financeiros aos indivíduos, a partir dos mais diversos recursos midiáticos, a fim de gerar a deliberação e posterior decisão popular sobre o futuro dos procedimentos econômicos. Por fim, é fundamental a regulamentação governamental das moedas virtuais, promovendo a proteção e evitando prejuízos econômicos individuais e coletivos.