As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas
Enviada em 02/04/2025
As moedas digitais são uma nova e crescente tendência de investimentos e têm propriedades que diferem bastante de outros tipos de comércio. Sendo assim, o que caracteriza e problematiza esse mercado são a falta de regulamentação dos meios de compra das moedas e o uso inconsequente dele.
Diferentemente do mercado convencional de investimentos, não há um órgão central com regras para regular as transações feitas nesse ambiente totalmente virtual. A principal consequência disso é a volatilidade dos preços de criptomoedas que transforma esse processo em um negócio arriscado e muitas vezes prejudicial para quem não tem experiência com essa área. Um dado que demonstra isso é que o Bitcoin, a principal criptomoeda no mundo, teve um pico de 107 mil dólares em janeiro de 2025 e uma queda de cerca de 30 mil dólares em menos de dois meses.
Visto que esse mercado é muito especulativo, é frequente que surja uma impressão de facilidade de lucrar por se distanciar do meio físico que é um norteador. No Brasil, em 2019, registrou-se um total de 11,2 bilhões de reais aplicado na criptomoeda, o que configura um aumento de 77% no valor investido de um ano para o outro. Esse grande ganho de popularidade tem origem muito próxima às mensagens abusivas na Internet que dá àqueles que as escrevem uma noção, gerada pelo meio digital, de proteção e de falta de consequência de atos realizados. Logo, é possível concluir que aqueles que têm receio de gastar em ações tradicionais, assim como aqueles que têm medo de escrever seus pensamentos fora de comentários na Internet, migram para o virtual, mas não percebem que deverão enfrentar os mesmos perigos de, no caso inicial, perda de dinheiro.
Em suma, o gasto em moedas digitais é arriscado para os noviços e tem alta influência na criação de um pensamento econômico alienante. Com intuito de prevenir grandes prejuízos de investidores, seria ideal que influenciadores digitais fizessem por meio de redes sociais vídeos que informassem com pesquisas e estatísticas sobre os efeitos desse mercado. Desse modo, destruir-se-ia a percepção incorreta de que esse mercado transcende a realidade e assim se poderia manejar com mais segurança as moedas digitais.