As mudanças climáticas em questão no Brasil

Enviada em 21/10/2025

A princípio, de acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) os desastres climáticos aumentaram cerca de 250% nos ultimos 4 anos. Esse índice demonstra que o problema de intensificação das mudanças climáticas está presente de forma complexa na realidade Brasileira. Assim, compreende-se que o empecilho persiste não só por conta do capitalismo, como também, legislações insuficientes perante as mudanças climáticas.

Convém ressaltar, inicialmente, que o capitalismo é um fator determinante para o prosseguimento da circunstância. O ‘‘fetichismo da mercadoria’’, conceito formulado pelo filosófo Karl Marx, diz que um produto não é consumido pela sua utilidade, mas pelo o que ele simboliza. Nessa situação, os usuários visam obter status aos adquirir produtos, gerando um consumismo exacerbado que causa diversos problemas ambientais. Consequentemente, a produção em larga escala se torna intrínseco ao capitalismo para atender essa demanda, necessitando de extração excessiva de recursos ambientais, como também resultando em demasia, resíduos poluentes que contribuem para as desordens climáticas.

Além disso, pode considerar-se que a carência de leis influencia diretamente na questão. O artigo 255 da Constituição Federal garante que todos os cidadãos têm direito a um meio ambiente ecologicamenbte equilibrado. Inclusive, reitera que esse equilíbrio é essencial para que a população tenha qualidade de vida. Entretanto, essa legislação não tem sido suficiente no que se refere a questão das mudanças climáticas no Brasil, uma vez que o problema continua atuando fortemente no contexto atual. Assim, com a debilatação da lei, dificulta-se a resolução desse impasse. Logo, torna-se urgente romper com a passividade diante essa questão.

É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Como solução, é preciso que o Ministério do Meio Ambiente, em conjunto com a mídia, veiculem e produzam campanhas e cartilhas contra o consumismo. Tais campanhas devem ser disponibilizadas em redes sociais e na televisão, enquanto as cartilhas devem ser disponibilizadas em centros urbanos, afim de desenvolver o debate público e conscientizador acerca de impactos do consumismo sobre o meio ambiente.