As mudanças climáticas em questão no Brasil

Enviada em 05/11/2025

No curta-metragem “Céu Fumaça”, o Portal Lunetas evidencia os impactos negativos provocados pelas alterações ambientais em inúmeras famílias brasileiras, como a perda de moradias e a poluição de recursos hídricos. Nesse contexto, na contemporaneidade, verifica-se que as mudanças climáticas no país configuram um obstáculo ao pleno desenvolvimento do corpo social, ao afetarem distintos setores da sociedade. Tal conjuntura é decorrente da omissão estatal na fiscalização de práticas lesivas ao meio ambiente, bem como da insuficiente implementação de políticas voltadas ao desenvolvimento sustentável.

De início, é fulcral salientar a atuação ineficaz do Estado no que se refere à vigilância aos crimes ambientais. Consoante a isso, convém citar as queimadas ocorridas no Pantanal sul-mato-grossense em 2024, causadas por proprietários rurais que buscavam expandir as terras agrícolas, em detrimento do bioma. Dessa forma, a ausência da fiscalização adequada favorece a recorrência de práticas ilegais, como o desmatamento e a grilagem de terras, que ampliam a emissão de gases de efeito estufa e comprometem o equilíbrio climático. Logo, a inércia estatal diante de tais delitos contribui para o aumento dessa problemática, revelando a urgência de uma fiscalização mais rigorosa e efetiva aos crimes ecológicos.

Ademais, é importante ressaltar também a insuficiente implementação de políticas voltadas ao desenvolvimento sustentável na perpetuação desse impasse. Sob essa ótica, a música “Tupã” do grupo Brô MC’s denuncia o turismo realizado nas reservas indígenas Guarani-Kaiowá, uma vez que os visitantes desrespeitam o meio ambiente e a cultura desse povo. Tal situação evidencia a carência de ações de desenvolvimento sustentável, bem como a falta de respeito às comunidades tradicionais, dificultando a formação de uma consciência coletiva e sustentável.

Portanto, o Estado deve agir por meio do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, fiscalizando crimes ambientais e aplicando sanções proporcionais à gravidade das infrações, a fim de mitigar os impactos climáticos. Além disso, o Legislativo deve criar políticas públicas que contribuam com o desenvolvimento sustentável - como vouchers ecológicos - usando as verbas obtidas com as multas para implementá-las plenamente.