As mudanças climáticas em questão no Brasil

Enviada em 31/05/2025

A série “The 100” mostra uma sociedade que é obrigada a abandonar a superfície da Terra devido às mudanças climáticas. Embora tal cenário seja ficcional, comportamentos prejudiciais ao meio ambiente são comuns, como ações que visam o lucro acima de tudo. Assim, convém analisar duas abordagens inerentes à questão das mudanças climáticas no Brasil: a desigualdade social e a priorização de interesses financeiros.

Em primeira análise, pode-se apontar a inequidade como um dos principais fatores exacerbados pelas alterações no clima. Nesse sentido, o ecologista Leonardo Boff afirmou que: “Os pobres são os que mais sofrem com desastres ambientais, pois não têm meios para se defender”. Nesse sentido ecológico, esse estado de desigual pode ser observado na realidade brasileira, na medida que tragédias climáticas afetam mais os pobres do que os ricos, a exemplo dos casos de seca intensa ou enchentes, problemas que o menos favorecido precisa resistir e a elite pode simplesmente se mudar. Em suma, medidas são urgentes para reverter esse quadro de desigualdade.

Ademais, vale ressaltar a priorização do lucro como um aspecto que agrava a problemática abordada. Nesse contexto, o sociólogo Zygmunt Bauman destacou que: “Os valores da sociedade estão sendo colonizados pela lógica de mercado”. Dessa maneira, o desmatamento para expansão da agropecuária e a urbanização acelerada provam que a busca pelo capital em detrimento do meio ambiente é o contexto nacional, intensificando a irreversibilidade das mudanças climáticas. Em síntese, torna-se imperiosa a correção imediata desses comportamentos para que o ambiente não seja permanentemente afetado.

Portanto, o poder público deve agir, juntamente com o Ministério da Economia, para ampliar as ações estatais de assistência aos mais afetados pela questão, por meio de programas de distribuição de renda e facilitação de crédito, especialmente para a população que vivem em locais marginalizados, a fim de que a desigualdade seja combatida. Paralelamente, o Estado deve buscar reduzir as atividades econômicas que causam danos ao meio ambiente. Assim, o Brasil terá um futuro mais justo e com problemas climáticos mitigados.