As mudanças climáticas em questão no Brasil
Enviada em 12/06/2025
As mudanças climáticas decorrem do aumento contínuo da emissão de gases de e-feito estufa (GEEs) por atividades humanas, o que provoca o aquecimento global, fenômeno que, por sua vez, desdobra-se em diversos desequilíbrios ambientais. No Brasil, esses prejuízos manifestam-se por meio de secas prolongadas, alterações no regime de chuvas, subida do nível dos mares, entre outros. Tais problemas afetam, inicialmente, populações que lidam diretamente com recursos naturais, como pes-cadores e agricultores, que vivem próximas a fontes de água e, concomitantemen-te possuem infraestrutura precária e renda escassa.
A princípio, é relevante trazer à tona as consequências mais diretas e urgentes des-sa questão no país, destacando-se a parcela de cidadãos mais vulnerável a ela. Nesse sentido, no documentário “O amanhã é hoje” são exibidos casos, como a seca extendida no interior de Pernambuco em 2012, as chuvas extremas na região serrana do Rio de Janeiro que provocaram 900 mortes e o desaparecimento da Ilha de Cardoso-SP, devido ao aumento do nível do mar. Todos esses episódios decor-rem do aumento de temperatura do planeta. Sobre isso, em um trecho desse filme, o Secretário Executivo do Observatório do Clima, reforça que a ciência é taxativa quanto a responsabilidade antrópica nesse problema e que insistir no debate se essa culpa humana existe ou não é imoral.
Em segundo lugar, portanto é preciso analisar as atividades que mais contribuem para a intensificação das alterações no clima. A esse respeito, no Brasil, o desmata-mento é a principal delas, pois, segundo o Observatório do Clima, em 2023, esssa prática isolada seria suficiente para posicionar o país como oitavo maior emissor global de GEEs. Essa ação é tão relevante nas estatísticas, porque, além de liberar grandes quantidades de gás carbônico na atmosfera, também compromete a capa-cidade dos biomas de atuarem como captadores desse gás - um dos GEEs.
Assim, com o intuito de incentivar a redução das emissões partindo dos setores da economia mais influentes nessa questão, o Governo Federal deve elaborar uma política finaceira de fornecimento de créditos de carbono a empresas e agricultores nacionais, por meio de uma parceria público privada com esse público-alvo. Dessa forma, será possível interromper o progresso desse fenômeno de desequilíbrio.