As mudanças climáticas em questão no Brasil

Enviada em 16/06/2025

Sendo o individualismo o maior conflito da pós-modernidade, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, a parcela da população tende a não reconhecer as mudanças climáticas no Brasil como entrave recorrente. Nesse panorama, cabe enfatizar duas fontes para esse problema: indústria automobilística e negligência governamental.

Em primeiro lugar, é importante destacar o automobilístico como promotor do problema. Nesse viés, na década de 1930, ínicio dos ‘‘Anos Dourados’’ de Jk, o setor automobilístico foi incentivado no Brasil, promovendo a aquisição de veículos próprios. Dessa forma, embora essa posse permita melhores condições de mobilidade o avanço foi intenso, o que ocasionou um trânsito congestionado e o aumento da emissão de gases, como dióxido de carbono e metano. Sendo assim, esses gases retêm calor na atmosfera, contribuindo para o efeito estufa e mudanças climáticas.

Ademais, é imperativo ressaltar a omissão estatal como potencializadora da problemática. Desse modo, o escritor Gilberto Dimenstein, em sua obra ‘‘Cidadão de Papel’’, aponta a lesgislação brasileira como ineficaz, visto que, apesar de apresentar uma boa teoria não se concretiza na prática. Diante disso, é notória a falta de políticas públicas das autoridades governamentais na fiscalização de práticas ilegais, como desmatamento e queimadas. Logo, indivíduos que praticam esses crimes ambientais não são devidamente responsabilizados, o que estimula a repetição dessas ações que contribui pra o desequilíbrio climático.

Portanto, atitudes devem ser tomadas para amenizar o quadro atual. Para isso, é necessário que o Governo Federal, orgão responsável pelo bem-estar da população incentive o uso de energia renovável. Isso pode ser feito através de investimentos públicos para empresas e residências que adotem painéis solares, turbinas éolicas ou outras tecnologias sustentáveis, a fim de diminuir a emissão de gases que prova mudanças climáticas.