As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 20/10/2020

Desde o século XVIII, a Revolução Industrial alterou o modo de trabalho de todo o mundo ao substituir homens por máquinas.  Análogo esse fato, evidencia-se os desafios que as profissões do futuro irão enfrentar no mercado, visto que a industrialização se intensifica a cada ano. Dentre esses desafios, destaca-se principalmente o aumento de desemprego além de intensificação nas doenças psicológicas. Diante disso, é fundamental que órgãos públicos previnam esses problemas.

Sob esse viés, vale frisar que o desemprego é um sinalizador dos desafios dessas profissões futuras. Nessa perspectiva, a universidade de Oxford afirmou em pesquisa que em vinte anos, 47% dos empregos irão desaparecer. Nesse contexto, focaliza-se no avanço da inteligência artificial, a qual irá ser a substituta da mão de obra humana. Além disso, a falta de preparo para as habilidades exigidas pelo mercado futuro, intensifica essa situação, provocando grandes mazelas sociais, uma vez que desemprego gera fome e pobreza. Portanto, é crucial ações para reverter o quadro.

Outrossim, as doenças psicológicas serão desafios enfrentados por esses profissionais. Em entrevista ao programa bem estar, o psiquiatra Wagner Gattaz apontou que o trabalho tem efeito controlador na saúde dos indivíduos. Entretanto, com o aumento no número de desemprego, muitas pessoas ficarão desocupadas, com sensação de insuficiência, o que irá provocar o efeito reverso de controle à saúde mental. Conseguinte, essa instabilidade emocional provoca além de suicídio, desestruturação familiar. Logo, é importante uma mudança na conduta estatal.

Em síntese, medidas devem ser efetivadas a fim de mitigar os desafios dos profissionais do futuro. Portanto, cabe ao MEC promover uma reforma na base nacional comum curricular, implementando a obrigatoriedade de se trabalhar as habilidades do futuro - em escola e universidades- com o fito de amenizar a previsão do desemprego. Além disso, o ministério da saúde deve intensificar o investimento em saúde pública para melhor atender pacientes com problemas psicológicos, para assim combater esse problema, e garantir o que as máquinas do século XVIII não apresentavam, que era a liderança emocional.