As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 05/03/2020
Praticidade, agilidade e produtividade. Esses são alguns dos diversos benefícios que a Revolução Técnico-Científico-Informacional proporcionou para a sociedade contemporânea. No entanto, a inserção de novas tecnologias tem, consequentemente, alterado as necessidades do ramo trabalhista, devido ao crescente processo de automação, que extingue a necessidade de contratação para certas funções, ao passo que, também, a cria para outras atividades. Todo esse processo pode gerar desafios no que tange à estabilidade no mercado de trabalho e ao mau uso da inteligência programada. É necessário, então, intervir para sanar essa problemática.
Em primeira instância, é válido ressaltar que a manutenção do emprego é um dos fatores que geram receios. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 11,6 milhões de pessoas estão sem ocupação profissional, número esse que pode aumentar caso não haja uma adaptação dos colaboradores às novas necessidades que a chamada Indústria 4.0 está gerando de forma progressiva. Uma solução para isso seria a busca por atualização e novos conhecimentos em áreas específicas, o que pode gerar uma relação de interdependência entre os profissionais e também entre eles e as empresas mecanizadas. Tal ideia é defendida pelo sociólogo Durkheim, o qual defende que o que faz uma sociedade funcionar é a coesão existente na forma como ela divide seus valores, suas regras e seu trabalho.
Outro fator preocupante é a forma com que alguns indivíduos podem vir a fazer uso dessas profissões do futuro. Um exemplo desse tipo de situação é a descoberta, por cientistas, da fissão nuclear, que gerou posturas diferentes: o desenvolvimento da bomba atômica, pelos EUA – o que gerou milhões de mortes em Hiroshima e Nagasaki, no fim da Segunda guerra mundial – e o desenvolvimento da fissão nuclear controlada, que é utilizada em usinas nucleares e em várias aplicações na medicina. É indubitável, então, a necessidade de criação de uma legislação que possa mediar e limitar o uso da inteligência artificial e evitar danos, inclusive letais, para toda a sociedade.
Portanto, a fim de evitar o aumento do número de desempregados, cabe ao Ministério da Educação, aliado às instituições de ensino, investir na qualificação dos profissionais para o mercado – com cursos, palestras, apostilas e aulas práticas, adaptadas a essa nova realidade – através do redirecionamento de verbas. Ademais, cabe ao Poder Legislativo elaborar leis que regulamentem essas profissões, a fim de garantir o bom uso dessas técnicas. Só assim poderá obter-se a coesão para o funcionamento da sociedade, defendida por Durkheim.