As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 19/03/2020

No século XVIII, ocorreu na Inglaterra, a Primeira Revolução Industrial, na qual o trabalho manual do homem começou a ser substituído pelo uso de máquinas. Na atualidade, de acordo com o Fórum Econômico Mundial, a sociedade vive a Quarta Revolução Industrial, em que há a convergência do mundo físico e biológico com o cibernético e, cada vez mais, o uso da Inteligência Artificial. Nesse contexto, o século XXI tem como desafios o desaparecimento de inúmeras profissões devido as novas tecnologias e o risco da obsolescência, se a aprendizagem não acompanhar o ritmo das mudanças.

De acordo com a Universidade de Oxford, em 20 anos, 47% das profissões terão desaparecido, certamente, com o advento das novas tecnologias o futuro das profissões será cada vez menos manuais. Nesse sentido, os primeiros postos de trabalho a sofrer com a automatização serão os operacionais, como operador de telemarketing, caixa de mercados e corretores de imóveis, que são facilmente substituídos por robôs, autoatendimento ou economia colaborativa. Dessa forma, o desenvolvimento de habilidades essencialmente humanas, será o diferencial no futuro mercado de trabalho.

Outrossim, o ritmo acelerado das transformações nas formas de trabalho na contemporaneidade, causará uma ruptura, na qual muitos indivíduos ficarão desempregados, principalmente pelo uso intensivo da Inteligência Artificial, a qual, tenta simular a capacidade humana de raciocinar, tomar decisões e solucionar problemas, como a BIA (Bradesco Inteligência Artificial), software desenvolvido para solucionar problemas bancários. No entanto, o surgimento de novas profissões, abrirá oportunidades, mas que irão exigir do homem moderno novos conhecimentos e aptidões. Desse modo, a aprendizagem do conhecimento técnico, e o desenvolvimento de habilidades, como a inteligência emocional, criatividade e empatia, será fundamental.

Sendo assim, o Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, em conjunto com o Ministério da Educação, devem elaborar políticas públicas informativas e de desenvolvimento nas instituições de ensino, por meio de palestras com profissionais que estudam as profissões do futuro, como o Ronaldo Lemos, do Expresso Futuro, visando conscientizar e estimular as futuras gerações a buscarem o conhecimento. Além disso, é preciso a elaboração de projetos práticos que desenvolva habilidades que serão exigidas pelo mercado de trabalho, como progamas de voluntariado dentro das escolas, que desenvolverá a empatia e inteligência socioemocional. Desse modo, será possível mitigar os efeitos negativos da implementação das novas tecnologias no mercado de trabalho.