As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 19/03/2020
Sabe-se que, hodiernamente, diversos países, incluindo o Brasil, encontram-se em meio a uma inexorável janela demográfica, isto é, a população idosa será a maioria daqui uns anos, já que o número de natalidade sofreu deveras diminuição por conta dos novos métodos contraceptivos. Destarte, com os cidadãos anciãos em sua maior totalidade, algumas profissões, como, a medicina, a fisioterapia e a gerontologia carecerão de uma assídua demanda de profissionais, o que pode, portanto, saturar análogo mercado de trabalho.
Primordialmente, é cógnito que, conforme articulado pelo naturalista Charles Darwin, os indivíduos, por intermédio de um ambiente já selecionado, adaptam-se ao meio. Sob esse prisma, torna-se irrefutável que diante de tal adaptação, é gerado um vasto comodismo, exclusivamente presente na espécie humana, em virtude de que as pessoas procuram cada vez mais afazeres práticos e rápidos para sua existência devido à ausência de tempo livre. Pode-se mencionar o fato de que os indivíduos buscam por alimentos de fácil acesso e preparo, com o intuito de economizar tempo, porém, esporadicamente são alimentos saudáveis. Dessa maneira, com a população consumindo congêneres iguarias continuamente, ela desencadeará fortes entraves em sua saúde, atingindo a velhice com a homeostase do organismo integralmente comprometida.
Diante do exposto, por consequência dos cidadãos adentrarem a idade avançada com grande quantidade de problemáticas na saúde, a medicina, a fisioterapia e a gerontologia serão profissões altamente necessárias para auxiliar similar faixa etária. Posto isso, constata-se de modo incontroverso que esses ofícios ficarão cada dia mais abarrotados, uma vez que, em razão de uma verossímil demanda, muitas pessoas irão almejar se transformar em um trabalhador dessa área. Portanto, o mercado de trabalho ficará demasiadamente saturado, não disponibilizando empregos para todos e abandonando outras áreas do conhecimento, as quais não possuem relação com a saúde, desprovidas de empregados.
Em suma, é indubitável que as profissões do futuro serão negativamente afetadas devido ao envelhecimento enfermo da coletividade. Logo, para desatar correlativo impasse, é dever do Ministério da Saúde, junto com a mídia, conscientizar os seres humanos a terem uma vida saudável independente de sua agenda superlotada, por meio da divulgação de campanhas e publicidades em todos os âmbitos sociais, a fim de que os cidadãos ingressem na idade avançada com uma ampla vitalidade. Dessa forma, os profissionais do amanhã poderão ampará-los sem demais problemas.