As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 22/03/2020
O mito da caverna, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Fora da alusão, a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito aos desafios das profissões do futuro. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui como causas: a base educacional e a falta de debate.
Deve-se pontuar, de início, que a base educacional configura-se como um grave empecilho no que diz respeito à esse contexto preocupante. Diante dessa perspectiva, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre os desafios dos novos empregos, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do cenário.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a falta de debate. Desse modo, Habermas traz uma contribuição importante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Diante disso, para que um problema como os dos desafios dos novos empregos seja resolvido, faz-se necessário debater sobre. No entanto, percebe-se uma lacuna no que se refere a essa questão, que ainda é pouco discutida nas instituições de ensino. Assim, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Como solução, é preciso que as escolas, em parceria com a prefeitura, promovam um espaço para rodas de conversa e debates sobre os desafios das profissões do futuro no ambiente escolar. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença dos professores e convidados especialistas no assunto, Ademais, tais eventos não devem se limitar aos alunos, mas ser abertos à comunidade, a fim de que pessoas compreendam questões relativas a esse panorama desafiador e se tornem cidadãos mais atuantes na busca de resoluções.