As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 09/06/2020

Com advento da Terceira Revolução Industrial, a modernização acontece na sociedade de forma intensa e acelerada, exigindo o surgimento de novas profissões. No entanto, a empregabilidade não só  vai se tornando cada vez mais restrita aos grupos que detém do conhecimento informacional, se distanciando das classes menos abastadas, como também, vai exigir cada vez mais resultados rápidos dos indivíduos, levando-os à desenvolver distúrbios psíquicos. Diante do exposto, cabe ao Governo criar mecanismos educacionais que adequem os futuros trabalhadores a essa nova realidade.

É notório que a demanda por inovação e tecnologia irá culminar na substituição de máquinas no lugar de trabalhos manuais, valorizando, quase que somente, profissionais que desenvolvam essas tecnologias. Diante desse contexto, pode-se observar que na obra “21 Lições Para o Século XXI”, o autor Yuval Harari traz à tona o exemplo de drones militares, que não possuem um piloto dentro desses, e sim uma equipe de operadores trabalhando a distancia. Inegavelmente, necessita-se de um amplo conhecimento para que se empregue em um cargo como esse nas décadas que virão, dando margem para a criação de uma classe de pessoas sem utilidade no mercado futuro e desencadeando o desemprego ainda maior dos menos informados. Nesse sentido, há a necessidade uma inovação do sistema educacional a partir dos investimentos governamentais visando a boa condição de vida desses.

Outrossim, vale salientar que a hiper aceleração exigida pelo capitalismo tecnológico-informacional leva muitos indivíduos ao desenvolvimento de doenças graves, como a Síndrome de Bournout e a ansiedade. Sob tal óptica, a obra Sociedade do Cansaço, escrita pelo sociólogo Byung Chul-Han, observa os indivíduos a partir da necessidade de realizar multitarefas e de ser direcionado para a ação e produção à todo momento, atributos que vem sendo mais exigidos desde o início do século XXI. . Certamente, a partir da análise da sociedade descrita, tal necessidade acarreta a exaustão e, muitas vezes, a frustração, levando ao desenvolvimento de quadros depressivos e, até mesmo, ao suicídio. Portanto, vale frisar a importância de uma orientação para esse novo mercado por meio da educação.

Diante dos argumentos supracitados, observa-se a necessidade de adaptar a maioria das pessoas às transformações tecnológicas. É imprescindível que o Governo e seus ministérios implementem nas escolas aulas de inovação e educação emocional como obrigatórias, as quais os professores desenvolveriam a criatividade e o interesse pelas novas tecnologias, por meio da interação com as novas descobertas e das necessidades do mundo hodierno, aliando isso à mecanismos para manter a mente saudável. A partir dessas modificações, os jovens poderão ter uma maior noção dos atributos necessários para uma melhor empregabilidade no contexto da Revolução Tecno-Científica.