As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 22/03/2020

A Revolução Industrial sempre trouxe à sociedade uma mudança drástica em seus objetivos e escolhas. Em âmbito geral, a herança é benéfica, contudo, conforme Marx, o capitalismo é seu autodestruidor. A intensa busca por maiores lucros levou o mercado a procurar por uma maior automação em seus empregos. O avanço tecnológico, embora favorável, trouxe consigo a modificação considerável das profissões. Desta forma, com as novas formas de emprego sendo realidade, os desafios veem juntamente, principalmente as questões relacionadas à desigualdade social e um desemprego estrutural.

Como supracitado, as denominadas “profissões do futuro” estão cada vez mais próximas, visto que as especulações do início da transformação são de ser em 2023, conforme a Universidade de Oxford, com o enfraquecimento de 47% dos empregados. As novas necessidades do mercado estão em volta de profissionais que controlem os malefícios das máquinas, como gestor de desenvolvimento de inteligência artificial e analista de cybercidade. Todavia, a preocupação da nova classe trabalhadora é a questão de acessibilidade, visto que 30% da população, segundo o IBGE, não tem acesso à internet, ou seja, não é possível uma buscar por uma profissão onde nem se conhece a base. Dessa forma, novamente a evolução laboral restringe o seu acesso, a qual confirma o pensamento de Einstein de que a humanidade foi transpassada pela tecnologia.

Outrossim, o desemprego é mais do que garantido com essa nova fase que o mundo se contra, chama de quarta revolução industrial. A obrigatoriedade de conhecimento tecnológico, com auxílio da exigência por extrema qualificação não se encaixa na maioria das pessoas que estão no mercado de trabalho. Com o objetivo de suprir um pouco do “prejuízo”, o SENAI afirma que será necessário o aperfeiçoamento de 10,5 milhões de trabalhadores até 2023. Dessa forma, a sociedade que exigia a tecnologia como melhoria de vida, hoje enfrenta dificuldades de participar dela, reforçando Marx.

Diante desse cenário, medidas são necessárias para amenizar o impasse. Dessa maneira, o Governo deve aumentar os impostos das grandes empresas informatizadas, para que com essa renda seja possível disponibilizar condições de acesso à internet para toda a população do país, por meio de ajuda das empresas de telecomunicação. Ademais, o Ministério da Educação deve organizar, por meio de aulas na grade curricular estudantil, programas que mostrem as novas profissões e como tais funcionam. Além disso, as universidades e escolas, como o SENAI, devem disponibilizar cursos gratuitos para as pessoas sem condições de acesso. Com essas medidas, os prejuízos e a tensão social será consideravelmente reduzido.