As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 23/03/2020
A Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra na segunda metade do seculo XVIII, provocou inúmeras transformações na sociedade. Análogo a essa revolução, com a evolução acerelada da tecnologia e a crise econômica que o Brasil enfrenta nos dias atuais, o numero de desemprego sofre grande aumento, com isso, novas profissões surgem e com elas muitos desafios. Nesse sentido, fica evidente, portanto, que tanto os avanços tecnológicos quanto a ineficiência do Estado com politicas públicas para minimizar essa questão ratificam esse quadro deletério.
Vale ressaltar, de início, o avanço tecnológico como causa do problema em questão. Nesse contexto, de acordo com o geografo Milton Santos, na obra “por uma outra globalização”, a sociedade hipercapitalista desencadeou inúmeras e graves problemas sociais, a exemplo do desemprego. Por certo, com essa constantes mudanças, a influencia da tecnologia no mercado de trabalho tem exigido um novo comportamento profissional, em que as pessoas adotem ferramentas modernas como aliadas em suas atividades. Nesse sentido os dispositivos tecnológicos cada vez mais colabora para os novos modelos de trabalho, prova disso são os serviços eletrônico na área de transportes como a Uber.
Ademais, impende salientar, também, que outra razão para existência desse cenário é a ineficiência do estado. Nessa perspectiva, a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) alcançada durante o governo de Getúlio Vagas - presidente do Brasil no seculo XX-, foi de suma importância no progresso dos direitos trabalhistas. No entanto, é notório que a crise economia atual contribuiu de forma significativa para o aumento do desemprego no Pais, que, segundo o IBGE, chega a atingir cerca de 13% dos brasileiros em idade ativa. Assim, essa realidade, consequentemente, amplia o trabalho como o empreendedorismo informal que por sua vez, prejudica não só o Estado por não receber os tributos sobre as rendas, mas também o empreendedor que por não contribuir com a previdência social é impedido de ter acesso aos benefícios.
Por tudo isso, fica evidente que as profissões do futuro trás consigo grandes desafios que necessitam ser analisados. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação, por meio de parceria com as empresas privadas, investir em programas e cursos profissionalizante, principalmente, os relacionados com a tenologia, a fim de manter o trabalhador atualizado e capacitado, para que facilite seu recrutamento nas empresas e nos novos negócios. Outrossim, cabe ao Estado reduzir a burocracia e os tributos relacionados à contratação e manutenção de recursos humanos, com a finalidade de facilitar abertura de micro e pequena empresas, desse modo aumentara a oferta de emprego.Assim, poder-se-ia atingir o aforismo calvinista: “o trabalho dignifica o Homem”.