As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 24/03/2020

De acordo com a OMC, cerca de 80% dos empregos que existirão em meados de 2030 ainda não estão presentes na atualidade, o que implica em uma grande quantidade de trabalho no futuro, sobretudo no ramo da tecnologia da informação.É válido ponderar, entretanto, que, no Brasil, o preparo para modernização da dinâmica laboral ainda é algo difícil de ser concretizado. Nesse ponto, é perceptível que o alto grau de informalidade, sobretudo no público jovem, bem como a falta de investimento  por parte do próprio processo de ensino no país em preparar os discentes para o surgimento de novos empregos como empecilhos para modernização laboral.

A priori, é válido perceber que a informalidade, sobretudo por parte do público jovem, é um dos grandes desafios para o futuro da dinâmica trabalhista no país. Isso porque o desenvolvimento de novas profissões, principalmente no ramo da tecnologia, exige um alto grau de qualificação técnica, o que, infelizmente, não é realidade para grande parcela do público jovem, em decorrência de uma educação formal precária. Como comprovação, pode-se citar que, de acordo o IBGE, cerca de 30% dos jovens no país que ingressam no mercado de trabalho não chegaram a concluir o ensino fundamental, o que acaba por fazer com que esses atuem em empregos informais.

Ademais, outro desafio é a falta de planejamento do próprio método educacional em preparar os discentes para as profissões futuras. Tal fato pode ser analisado como consequência de uma educação imediatista, que busca formar profissionais preparados para atuar na atualidade, sem pautar questões inerentes à própria dinâmica laboral no futuro, que a cada dia será mais remodelada pela utilização das novas tecnologias, com uma consequente atenuação de postos de trabalho. Um exemplo claro disso é a área de Medicina, que será profundamente alterada pela atuação cada vez maior de robôs, como o “IBM Watson’, que aprimorará o sistema de atendimento médico, por meio da alta precisão e velocidade no diagnóstico de doenças, fazendo com que os profissionais de saúde tenham o simples papel de supervisionar a qualidade da informação repassada aos pacientes.

Portanto, é primordial que o Ministério da Educação(MEC) busque diminuir o cenário de informalidade de uma parcela significativa do público jovem, por meio da expansão de programas como o Ensino de Jovens e Adultos em paralelo com cursos gratuitos na área de informática, a fim de oferecer uma preparação digna para o mercado de trabalho futuro. Ademais, é mister que as escolas preparem os discentes para o mercado de trabalho futuro, por meio de palestras com economistas que abordem as mudanças nas perspectivas de emprego, com a apresentação de novas profissões, a fim de preparar os discentes para a dinâmica empregatícia futura.