As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 24/03/2020

Após a Terceira Revolução Industrial, ocorrida nos Estados Unidos do século XX, as áreas de pesquisa e desenvolvimento (“P&D”) vêm crescendo substancialmente. Juntamente com a globalização, essa ciência passou a ter grande impacto sobre o trabalho e coloca em dúvida o futuro das profissões. A mão de obra desqualificada e a alta taxa de desemprego podem representar desafios para essa mudança em países emergentes como o Brasil.

Sabe-se que o Brasil ainda é considerado um país em desenvolvimento, exportador de matéria-prima. Além disso, os tecnopolos brasileiros estão localizados nas principais universidades do território, como a Unicamp (Universidade de Campinas), que representa, por si só, 32% de toda a produção de conhecimento do país. Dessa forma, a educação afeta diretamente a tecnologia produzida e deve ser prioridade para que o Brasil se torne referência na área, o que também possibilitará um desenvolvimento econômico benéfico para o país.

Ademais, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2018, a taxa de desemprego atinge a marca de aproximadamente 13%. Com isso, houve aumento do trabalho informal e terceirizado - situações laborais que não possuem leis sindicais eficientes e fornecem salários baixíssimos. A mão de obra de baixa qualificação nesse meio é consequência da alta taxa de pobreza que persiste entre os brasileiros, os quais possuem formação insatisfatória devido à baixa qualidade da educação pública e falta de acesso ao ensino superior - um problema sério em um período tecnológico em constante mudança.

Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver o impasse. Primeiramente, o Governo Federal deve investir maior parcela dos impostos na educação pública de qualidade. Secundariamente, faculdades de Pedagogia devem incluir no currículo a matéria de Informática, para que, já no ensino básico, os alunos tenham contato com a tecnologia. Assim, o processo de desenvolvimento científico no Brasil se iniciará.