As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 06/06/2020

Em decorrência da Revolução Técnico-Científica, iniciada após os avanços obtidos na segunda metade do século XX - durante a Guerra Fria, foi percebido que as relações humanas foram bastante modificadas com base no amplo acesso à tecnologia. Isso posto, novas profissões tornaram-se atuantes, como a Engenharia de “Software”, e outras serão ainda criadas. Contudo, há entraves para a solidificação dessa mudança no mercado de trabalho do Brasil, tais quais a falta da qualificação preterida para esses encargos e a maquinização da mão de obra.

Sob esse viés, uma das mais notórias profissões, na Grécia Antiga, era a de filósofo, a qual era respeitada por toda a sociedade. No fim da Idade Média, eram os comerciantes, em burgos, que mais lucravam com o trabalho. Diferentemente desses fatos, no século XXI, é imprescindível que o cidadão tenha uma maior base educacional para usufruir de cargos de destaque social. Não obstante, o país ainda possui um sistema educacional público deficitário, o que compromete a possibilidade das classes populares de desenvolverem as profissões denominadas “do futuro”, pois a maior parte da população de baixa renda não possui acesso a uma qualificação nesse âmbito. Dessa forma, é necessário que o Estado disponha oportunidades iguais a todo o povo no tocante à busca e a realização trabalhista.

Nessa óptica, como a contemporaneidade é marcada pela informação instantânea e pelo conhecimento, a manufatura tornou-se um modo de produção desatualizado, isso proporcionou a aplicação de máquinas no lugar dos empregados, o que contribuiu diretamente para a elevação dos índices de desemprego. Tendo em vista que a mecanização da mão de obra é a nova forma de trabalho disseminada no mundo, é importante que os profissionais focalizem em tendências futuristas para não serem substituídos, além de serem indenizados caso ocorra. Portanto, essa é uma questão que deve ser evitada com uma ação conjunta de governantes e sociedade, a fim de que a população economicamente ativa não decresça no Brasil hodierno.

Destarte, é impreterível que sejam solucionadas as problemáticas acarretadas pelo processo de transformação laboral. Para isso, o Ministério da Educação deve investir na qualificação dos brasileiros, por meio da criação de cursos profissionalizantes gratuitos, de informática, por exemplo, os quais detenham de docentes especializados na área, com o intuito de que jovens e adultos detenham as mesmas chances de ingressas nesse tipo de mercado. Ademais, o legislativo deve criar leis voltadas ao problema da demissão dos trabalhadores, as quais assegurem que o contratador auxilie o ex-empregado até sua retomada à atividade econômica. Somente assim, os desafios vinculados às novas profissões serão superados.