As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 30/03/2020
As questões tecnológicas e ambientais serão a base para as profissões do futuro. Passada a fase do desenvolvimento predador, período entre a revolução industrial e as primeiras reuniões da Organização das Nações Unidas (ONU), o mundo vive a fase de repensar o desenvolvimento aliado à preservação do meio ambiente. Desse modo, enquanto o presente é caracterizado pelas discursões a respeito do equilíbrio entre tecnologia e preservação, o futuro será determinado pela aplicação das soluções encontradas.
Em primeiro lugar, o profissional da área tecnológica, além dos desafios próprios da sua área de atuação terá que lidar com as consequências do descaso com o desenvolvimento sustentável registrado, principalmente, no passado. Nesse caso, o equilíbrio deve ser a característica desse novo profissional. Segundo Mahatma Gandhi, a terra tem o suficiente para as nossos necessidades, mas somente o necessário. É preciso internalizar esse sentimento para utilizar dos recursos naturais necessários a vida humana, sem se descuidar de preservar as suas fontes.
Além disso, a época presente apresenta sinais de insatisfação com o modo de vida industrial e consumista, tal insatisfação contribui para o surgimento de novas profissões ou reestruturação de antigas. Isto pode ser observado no ajuntamento de pessoas dispostas a seguir um modo próprio de vida e a transmiti-lo aos seus descendentes. Estes grupos ainda são minoria, no entanto, capazes de criar demandas para as profissionais do futuro. Como exemplo, a rejeição dos alimentos industriais gera carência para os profissionais que trabalham com produtos orgânicos. Ademais, profissões ligadas ao turismo na natureza também tendem a crescer, consequência, das pressões dos grandes centros urbanos. Os desafios dessas novas profissões é criar um modo de vida alternativo aquele vivenciado nos grandes centros urbanos.
Como se vê, os obstaculos estão postos aos profissionais do futuro: buscar o equilíbrio entre Desenvolvimento econômico e preservação ambiental, bem como criar alternativas ao modo de vida capitalista. Diante disso, exige-se a ação conjunta do Estado e sociedade para a formação desses novos profissionais. Ao poder público compete a criação de políticas sociais capazes de criar as condições para o desenvolvimento profissional, quanto a sociedade, compete o respeito e a cooperação para a formação do jovem que será o profissional do futuro.