As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 13/04/2020
A primeira Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra durante o século XVIII, foi um marco histórico da transformação do modo de produção, resultando em vários acidentes e trabalhadores feridos antes que pudessem se adaptar a inserção das máquinas. De maneira análoga, o profissional contemporâneo encontra-se em risco eminente de perder seu posto de trabalho devido as contínuas e cada vez mais frequentes alterações no modelo produtivo, causadas pelos avanços tecnológicos. Nesse sentido, fica claro que as profissões do futuro são desafiadoras e afim de preparar a sociedade para enfrentar tais dificuldades deve-se habilitar tanto os servidores do presente quanto os do futuro.
Em primeiro plano, é vital perceber o cenário inevitável de mudanças trabalhistas geradas pelas inovações tecnológicos. Nesse sentido, nota-se a ausência de qualificação de grande parte dos trabalhadores, os quais tendem a serem substituídos por profissionais aptos e acostumados a lidar com as novas tecnologias. Com isso evidente na situação hodierna, é crucial que, o quanto antes, a população busque se adequar ao trabalho com a inclusão das máquinas, pois assim como disse o teólogo brasileiro Rubem Alves: na profissão, além de amar, tem de saber. E o saber leva tempo para crescer.
Outrossim, é de fundamental importância que os jovens recebam a preparação adequada para obter sucesso nesse panorama fluido e exigente do mercado trabalhista. Contudo, o sistema educacional vigente é ultrapassado e incapaz de fornecer a seus alunos as qualificações necessárias a fim de prepara-los para o mercado de trabalho, falhando em seu dever constitucional abordado no artigo 205. Evidencia-se tal cenário devido a permanência de um modelo didático baseado em moldes do passado, enquanto , segundo o relatório do Futuro do Trabalho realizado pelo Fórum Econômico Mundial, 65% das crianças no ensino infantil deverão exercer funções ainda não inventadas.
Fica claro, portanto, que caso a sociedade não se prepare para as transformações trabalhistas, essa enfrentará os desafios das profissões do futuro. Cabe, então, ao Governo, em conjunto com as instituições privadas, Fornecer a qualificação necessária aos funcionários que trabalharão com novas tecnologias por meio de cursos técnicos periódicos, a fim de mante-los capacitados para as frequentes mudanças e evitar desemprego estrutural massivo. Ademais, é vital que o Ministério da Educação aprimore a Base Nacional Comum Curricular, introduzindo aulas de informática e tecnologia, além de proporcionar diálogos frequentes com os alunos com o intuito de mante-los informados sobre as novas profissões e oportunidades de trabalho, afim cumprir seu dever constitucional e preparar com sucesso os estudantes em sua transição para servidores.