As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 11/04/2020
Em “Gigantes de Aço”, pode-se observar a substituição de humanos por robôs nos ringues de luta e como os lutadores, como o personagem Charlie Kenton, tiveram que se adaptar ao novo ramo de atividades trabalhistas. Do mesmo modo, os desafios vivenciados no filme não se diferenciam da realidade do trabalhador atual, que necessitam se aclimar ao futuro das profissões e os desafios do novo mercado de trabalho. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema, em virtude de uma ausência educacional e da falta de adaptabilidade dos servidores de mão de obra.
Primeiramente, cabe mencionar que um dos principais problemas enfrentados pelos trabalhadores é o fato de não terem recebido o conhecimento necessário do mercado de trabalho e de sua constante mudança. Assim, como ilustrado pelo pensamento de Kant a raça humana é aquilo, e só aquilo, que a educação faz dela. Por isso, pode-se notar uma lacuna na educação, que é refletida no dilema de escolha de uma profissão entre os jovens e de trabalhadores que tiveram seus ramos descontinuados.
Ademais, nota-se uma falta de adaptabilidade dos servidores de mão de obra, principalmente quando se analisa o fato de que a maioria dos profissionais se prendem a áreas especificas. No entanto, essa pratica não é eficaz no atual mercado trabalhista, que por sua constante mudança e aprimoramento tende a fazer profissões caírem em desuso. Dessa forma, o julgamento de Darwin, em que o vencedor é aquele que sabe melhor se adaptar, é posto em uso nessa dinâmica.
Portanto, a fim de minimizar os impactos dos problemas abordados, é urgente que o Ministério da Educação (MEC), juntamente com o Ministério do trabalho, desenvolva projetos que visem educar os novos e atuais empregados sobre as constantes evoluções do mercado de trabalho e como serem adaptáveis a elas, por meio de cursos on-lines com monitorias e gratuitos. Além do mais, é necessário que o MEC, implemente nas escolas, de forma obrigatória, aulas e palestras com especialistas do mercado futurista, para desde a infância educar os futuros trabalhadores a inconstante ascensão do mercado ocupacional trabalhista e os torná-los adaptáveis a quaisquer circunstancias. Deste modo, espera-se que a quantidade de pessoas desempregadas devido a automação e realidades de um futuro não tão distante, seja minimizada pela sua capacidade de se adaptar. Tornando-os, dessa maneira, vencedores perante Darwin.