As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 07/04/2020
Na obra “1984”, de George Orwell, é retratado um cenário injusto de uma nação futurista, na qual todas as profissões eram computadorizadas, e os humanos sem conhecimento tecnológico eram detidos para não prejudicar o desenvolvimento social. Ademais, paralelo à ficção, é fato que a sociedade tende a elevar o cenário laboral ao eixo tecnológico. Entretanto, diante das profissões do futuro, a falta de alfabetização digital para o povo é uma das barreiras que precisam ser enfrentadas, já que pode resultar na exclusão de parte da sociedade no futuro mercado de trabalho. Certamente, urge medidas. Primeiramente, é importante ressaltar que o Governo não é eficaz em promover projetos de alfabetização para toda a população. Sem dúvida, tal fato pode ser comprovado ao observar que, segundo o G1, há laboratórios de informática em mais de 80% das escolas públicas, mas somente menos de 50% são usados, em quanto que 60% das escolas particulares possuem os mesmos recursos e os usam com totalidade. Factualmente, tal situação é alarmante, uma vez que demonstram que o estado é leviano em propor educação digital para todos, e privilegia uma classe específica de alunos. Além disso, tal situação possui consequências diretas na afirmação da desigualdade social no futuro. Outrossim, seria negligente não notar que, como as próximas profissões possuirão intermédio digital, uma parcela dos próximos trabalhadores será excluída do cenário laboral por não possuir conhecimento digital. Indubitavelmente, tal afirmação vai de acordo com o geólogo brasileiro Milton Santos, no seu pensamento sobre o meio Técnico-Científico-Informacional, no qual o pensador afirma que um dos fatores para a exclusão trabalhista do futuro é o déficit de informações técnicas aprimoradas –especializações-. Inevitavelmente, tal fato é alarmante e aponta outro desafio que será enfrentado perante as profissões do futuro, e que só poderá ser evitado, especializando a população nas escolas. Não somente, o fato de não incluir todo mundo corrobora diretamente para a afirmação das desigualdades sócias, já que existirá privilégios para uma parcela do povo, enquanto a outra padecerá sem empregos.
Por fim, tendo em vista o crucial papel da educação para enfrentar as barreiras propostas pelas profissões do futuro, o Ministério da Educação deve criar projetos de letramento digital, por meio de parcerias público-privadas, a fim de diminuir a desigualdade social a longo prazo e inserir a população na Quarta Revolução Industrial. Além disso, o projeto consistirá de aulas presenciais e online com professores especializados nas mais diversas áreas da tecnologia. Por certo, tomada essas medidas, o povo se distanciará do cenário injusto da obra “1984”.