As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 14/04/2020
É notório que o ser humano sempre está inovando na forma de fazer seu trabalho, seja pelo emprego de máquinas ou outras tecnologias, tendo como principal objetivo produzir mais em menos tempo e ter mais lucro do que despesa. Levando assim ao aumenta da busca por pessoas habilidosas e inovadoras, e equipamentos capazes de resolver problemas cada vez mais complexos. Essa busca encontra graves problemas como, o sistema de ensino defasado e as habilidades necessárias para esse novo mercado.
Certamente, o atual sistema de ensino precisa mudar, pois este foi feito para um mundo que não existe mais, um mundo onde o acesso a informação era baixíssimo e onde o que mandava era a especialização. Isso é preocupante, pois, um levantamento de dados feito pela The Future of Jobs Report aponta que 65% das crianças terão profissões que ainda não existem e de acordo com o MEC, a maior reclamação dos alunos sobre o ensino da escola se dá pela falta de prática, com 77,6% dos estudantes afirmando que matérias de ciências humanas e ciências da natureza são descartáveis. Tal revolta é consequência da incoerência entre o que a escola ensina, que os internautas absorvam informação, e o que o mundo cobra, inovação, adaptação, praticidade.
Além disso, atualmente as empresas buscam trabalhadores com boas habilidades interpessoais, que são, inteligência emocional, empatia, comunicação, resiliência e etc, como disse Epiteto “um evento é algo objetivo. Como nós o descrevemos, está em nós, não no evento em si”. Habilidades difíceis de se encontrar, pois as pessoas estão sendo preparadas somente para trabalhar, e não se autoconhecer.
Desse modo, faz-se necessário uma reforma no método de ensino, para torna-lo mais responsivo, dinâmico e com maior adaptabilidade à demanda do mundo tecnológico, integrar novas matérias e atividades que estimulem o desenvolvimento de habilidades interpessoais, fora tornar prático o conteúdo visto em sala.