As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 14/04/2020
A partir da quarta fase da Revolução Industrial, denominada Tecnocientífica, o desenvolvimento das redes de comunicação e do maquinário eletrônico acarretaram modificações nas relações de trabalho e as exigências do mercado foram notórias. Tal panorama promove uma discussão acerca das profissões em ascensão hodiernamente e a projeção das transformações no meio laboral, o que gera um receio tanto na população ativa economicamente, quanto nos estudantes brasileiros.
Concernente à temática dos futuros profissionais no mercado, há uma preocupação quanto a incerteza de estabilidade futura. Essa premissa é validada pela extensa pesquisa desenvolvida a respeito desse tema e sua disponibilização em feiras de profissões escolares e plataformas online, que debatem as possíveis carreiras em alta, além de testes vocacionais, como o presente em publicações da revista Guia do Estudante da editora Abril. Tal realidade demonstra a importância do sucesso profissional para muitos estudantes, sendo fundamental investir em uma carreira que seja futuramente valorizada pelo mercado, contudo, as mudanças recorrentes do setor econômico propiciam uma dificuldade na opção de uma profissão e, desse modo, um planejamento pessoal é necessário para a parcela juvenil.
Ademais, os atuais empregados enfrentam as inovações do setor laboral, haja vista a maior qualificação exigida a esses. Essa assertiva está relacionada ao Mapa do Trabalho Industrial, realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), em 2019, ao constatar que mais de 10 milhões de trabalhadores devem ser capacitados para uma adaptação concreta ao novo modelo de empregado exigido pelas empresas. Tal cenário solicita, em determinados ramos, que o funcionário seja constantemente atualizado e com um conhecimento tecnológico, o que gera uma parcela social vítima dessas mudanças por uma desqualificação, fator que contribui para a elevação do desemprego estrutural no Brasil e, dessa maneira, uma desigual oportunidade para obtenção de renda própria.
Portanto é imprescindível a ação de políticas sociais e educacionais para mitigar os efeitos negativos da automação das industrias e do desenvolvimento tecnológico no ambiente de trabalho. Para tanto, o Ministério da Educação deve democratizar mais o acesso a ferramentas que apresentem o quadro do mercado atual e a tendências futuras, mediante o debate em sala e palestras que instiguem o planejamento profissional, a fim de educar os alunos para a possíveis demandas do mercado. Outrossim, o Governo Federal deve auxiliar os empregados que não dispõem de uma qualificação adequada ao contexto atual, por meio de parcerias com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) para oferecer uma capacitação a essa parcela, com o intuito de garantir um retorno desse trabalhador ao meio laboral. Logo, a fase Tecnocientífica irá, gradualmente, abranger mais a população.