As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 09/04/2020

Segundo o Fórum Econômico Mundial de 2018 ocorrido setembro, estima-se que 133 milhões de novos postos de trabalho surgirão e que 75 milhões de empregos serão extintos até 2022. A pesquisa também revela que 65% das profissões dos próximos 15 anos ainda não foram inventadas. Mas como preparar os estudantes de hoje para profissões que ainda não existem? E em meio a tanta inovação, como reincluir profissionais que estão em profissões que futuramente serão extintas? Evidencia-se assim, a necessidade de buscar soluções para tais problemas que posteriormente surgirão.

Em plena era digital, prever o futuro com 100% de certeza ainda é algo inalcançável para a humanidade. Pesquisas do Fórum Econômico Mundial revelam que entre as habilidades fundamentais para o novo mercado, estão a capacidade de trabalhar em equipe para resolver problemas complexos e a inteligência emocional para lidar com os desafios diários do cotidiano de qualquer empresa.

A indústria automobilística brasileira acrescentou à sua linha de produção nos últimos 5 anos, mais de 400 robôs em suas fábricas. Nesse mesmo período, houve uma redução de mais de 20% no quadro de funcionários. Tais mudanças ocorreram majoritariamente durante a crise econômica de 2016, contudo, o que se observa é uma migração de postos de trabalho. Se antes eram necessários montadores e metalúrgicos, hoje necessita-se de profissionais para planejamento e programação. Tal fenômeno é o que deverá ocorrer aqui no Brasil, no futuro.

Certamente, não será do dia para a noite que postos de trabalho se extinguirão, entretanto, é preciso que a implementação de habilidades futuramente necessárias sejam treinadas em escolas e faculdades desde hoje, de forma que os alunos já saiam preparados. É preciso também que a adaptação faça parte da vida de profissionais que estão em cargos com grande incidência de extinção. Como dizia Stephen Hawking: “inteligência é a habilidade de se adaptar, para mudar”.

Em síntese, o governo deverá ter como base de medidas já nos próximos anos, a implementação de disciplinas como robótica, inteligência emocional, e a fomentação de trabalhos em equipe para solução de problemas. As aulas devem ser implementadas desde a alfabetização, até o ensino superior. De forma a preparar devidamente os alunos para adquirirem essas habilidades, que serão exigidas em muitas áreas quando estes, ingressarem no mercado de trabalho. Além disso, para a recolocação  de profissionais, deveremos utilizar o SENAI, que tem abrangência nacional para dar suporte e capacitação necessária para áreas da indústria, comércio e tecnologia com alta demanda e déficit de especialistas. Levando em consideração tais medidas, quanto mais rápidas forem implementadas, melhor será essa transição que a revolução da era digital irá trazer em nossas vidas.