As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 09/04/2020
No século XVIII, durante a primeira Revolução Industrial, a tecnologia foi utilizada - pela primeira vez -para a automoção de tarefas que antes eram executadas por humanos nas produções têxteis, surgiram assim, as teares mecânicas. Sob essa ótica, o desenvolvimento da robótica e da inteligência artificial modificaram, abruptamente, o mercado de trabalho e o cenário de adequação profissional. Nesse sentido, tal tendência científica traz consigo um alerta sobre as profissões do futuro e a forma adequada de lidar, sobretudo, com o avanço tecnológico. No Brasil, entretanto, impasses como a falta de democratização da educação e estigmas sociais dificultam o processo adaptação às novas profissões. Logo, são necessárias ações sociais e governamentais, visando o enfrentamento da situação.
Em primeira análise, a negligência do governo em propor investimentos efetivos na educação, desde o ensino básico, com o fito de democratizá-lo, culmina no atraso da população em relação ao ajustamento ás exigências das novas tendência do mercado de trabalho, uma vez que essas são voltadas para o setor da tecnologia de informação. Contudo, sem a base educacional, as formas de desenvolver a capacitação profissional adequada, tornam-se, cada vez mais restritas às camadas sociais com maior poder aquisitivo. Segundo dados do IBGE, o Brasil tem 11,5 milhões de analfabetos, dado que evidência a deficiência educacional do país. Dessa forma, para que haja uma maior difusão das profissões do futuro, é imprescindível que o Estado invista adequadamente na educação básica.
Em segunda análise, estigmas sociais de aceitação à predisposições trabalhistas, sendo esses, advindos da centralização de profissões ditas “tradicionais”, implicam na dificuldade de optar-se por novos setores, como por exemplo, gestão de resíduos. Todavia, a maioria dos cidadãos almejam escolher uma profissão rentável e estável, para tal, é fulcral adaptar-se as modificações do mercado. Para o escritor, Leon Megginson, “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças.”, esse pensamento reitera o quão indispensável é a adesão social às modificações trabalhistas. Desse modo, é indispensável a superação social de estigmas ultrapassados.
Portanto, em virtude da necessidade de adequar-se as modificações profissionais e, por conseguinte, superar os desafios educacionais, bem como sociais, que tangem a problemática, faz-se preciso que o Ministério da Educação, consoante ao Ministério do Trabalho, realizem investimentos, por meio do remanejamento de verbas públicas destinadas às escolas e indústrias, em programas sociais de melhoramento do serviço educacional no país e de direcionamento profissional - com o auxilio de profissionais especializados em relocação de carreira - combatendo, assim, o atraso educacional e social, afim de utilizar o avanço tecnológico em favor da sociedade, como ocorreu no século XVIII.