As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 15/04/2020
O sociólogo Émile Durkheim afirma que a sociedade funciona como o corpo humano, que depende do bom funcionamento dos órgãos. Nessa analogia, percebe-se que a doença está para organismo, assim como o desemprego está para a população. Hodiernamente, as profissões modificam-se constantemente e, com isso, surgem desafios como o desemprego conjuntural, isto é, influenciado pelo panorama. Por isso, evidencia-se a necessidade de intervenção nesse processo, o qual é influenciado pela “menoridade" e "seleção natural”.
A princípio, consoante Immanuel Kant, a "menoridade" é a situação em que o indivíduo encontra-se incapacitado para agir sem uma tutela. Sob essa ótica, é notório que o papel da universidade é capacitar as pessoas ao mercado de trabalho, ou seja, retirá-las da condição de “menores”. Entretanto, poucos têm acesso à educação profissional, logo, o panorama social configura-se de pessoas despreparadas para o mercado de trabalho e, com isso, desempregadas. Dessa forma, esse desafio deve ser superado mediante o investimento em educação, de modo a emancipá-los.
Outrossim, conforme Charles Darwin, a "seleção natural" ocorre, de modo espontâneo, selecionando os seres mais adaptados. Nessa lógica, sabe-se que a economia escolhe aqueles que se encaixam nas condições do contexto. Nessa conjuntura, é perceptível o declínio de profissões específicas e o avanço de outras. No entanto, o desafio localiza-se na adaptação à esse processo, uma vez que o governo investe pouco na capacitação da população ativa, por consequência, essas pessoas são prejudicadas pela seleção natural da economia, uma vez que não atendem aos pré-requisitos do mercado.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as secretarias de trabalho, a criação de uma campanha chamada "Adapte-se", na qual serão oferecidos cursos técnicos e superiores em diversas áreas profissionais em pauta no contexto contemporâneo, a fim de cumprir, sobretudo, dois objetivos: a superação da "menoridade" e a adaptação às exigências do mercado. Com isso, suplantar os desafios relacionados às novas profissões. Além disso, deve-se buscar o patrocínio de empresas privadas no que concerne a oferta de estágios. Por fim, impedir que o órgão econômico do corpo social - semelhante ao organismo humano - adoeça.