As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 18/04/2020
A 4° Revolução Industrial trouxe inovações nos campos da bioengenharia, automação, robótica, tecnologias da informação e avanços digitais. Assim, os avanços científicos e tecnológicos dessa revolução apontam para remodelagens nas profissões atuais. Nesse contexto, não só no conhecimento e domínio de tecnologias da informação, como também o aperfeiçoamento e desenvolvimento de habilidades cognitivas, como criatividade e adaptação, caracterizam novos desafios às profissões do futuro.
Em primeira análise, é cabível destacar a importância de os profissionais se adaptarem aos novos padrões e modelos de produção e transformação no século XXI, a fim de que não fiquem para trás nessa corrida no novo mercado que desponta. Nessa ótica, corrobora-se o pensamento do naturalista inglês Charles Darwin, o qual diz que o meio ambiente seleciona os indivíduos mais aptos da população, e os menos adaptados são eliminados, pois não resistem às pressões ambientais. Logo, é indubitável que os profissionais do futuro precisarão adquirir habilidades de interação de grupo, criatividade e adaptação às mais variadas situações para resolverem problemas e se destacarem no futuro, para que eles não sejam “eliminados” na disputa pelas melhores vagas .
Além disso, é notório que o conhecimento e o uso de tecnologias da informação, e de habilidades de comunicação, se tornaram essenciais para os multiprofissionais. Pois, estes conhecimentos são importantes e necessários, uma vez que a internet proporciona uma rede de interação global. Visto que, não só em virtude das redes sociais e sites de pesquisa, mas também pela comunicação em tempo real que possibilita um feedback instantâneo. Dessa forma, os profissionais, que não buscarem se aperfeiçoar e se especializar em tecnologia digital, se tornarão obsoletos. Neste sentido, o pensamento do empresário americano Steve Jobs, o qual diz que “a tecnologia move o mundo”, adquire sentido completo e real. Logo, faz-se necessário repensar o hodierno modelo educacional brasileiro.
Portanto, medidas são necessárias para enfrentar os desafios das profissões do futuro. Assim, o MEC (Ministério da Educação) deve fazer alterações na LDB e nos currículos escolares com o objetivo de incluir modelos educacionais que visem a uma formação de estudantes críticos e com inteligência emocional, que sejam flexíveis a mudanças e inovações. Além disso, o currículo deverá incluir educação em tecnologias da informação e habilidades digitais. Espera-se, com tais medidas, que as novas gerações sejam preparadas para enfrentar os desafios das futuras profissões numa era em que a evolução tecnológica selecionará os melhores e mais aptos do mercado.