As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 26/04/2020
No filme A Fantástica Fábrica de Chocolate, o pai de Charlie, o Senhor Bucket, ficou desempregado ao ser trocado por uma máquina. No desfecho dessa história, ele acaba sendo contratado para consertar a mesma máquina. Sob essa lógica, tendo em vista que a trama do filme ocorre em meados de 1970, as profissões estão em constante transformação ao longo da evolução da humanidade. Desse modo, infelizmente, boa parte da sociedade não está preparada para as mudanças na estrutura do mercado de trabalho, a qual pode ser prejudicada. Em síntese, o aumento da desigualdade social e do desemprego são uns dos maiores desafios a serem enfrentados.
Nesse contexto, segundo o filósofo Yuval Harari, em seu livro 21 lições para o século 21, algumas profissões como, motoristas, médicos, gerentes de bancos e outras, serão substituídas pela robótica. Sob esse viés, visando que a inteligência artificial ocupará o lugar de muitas profissões operacionais, lamentavelmente, boa parte da população terá dificuldades de encontrar novas profissões. Dessa maneira, tais mudanças geram a necessidade da aprendizagem de novas habilidades que as máquinas não são capazes de fazer, como criatividade, empreendedorismo, inteligência emocional e outras. Entretanto, a lentidão do sistema educacional público do país impede que os alunos aprendam as novas técnicas necessárias, enquanto os estudantes da rede privada possuem um ótimo ensino. Consequentemente, essa situação deletéria aumentará a desigualdade social.
Ademais, a automação e a inteligência artificial facilitam a vida das pessoas e do modo de produção, porém, quando assumem o lugar da mão de obra humana ocasionam um cenário preocupante para os trabalhadores, o desemprego. Nessa perspectiva, de modo infeliz, muitas empresas optarão pela tecnologia do trabalho automático, por concluírem que mais resultados e lucros serão obtidos, visto que as máquinas não possuem direitos trabalhistas e salários. Em consequência, muitas pessoas ficarão desempregadas. Assim, a importância do homem em relação a máquina precisa ser restabelecida.
À luz dessas considerações, é fundamental que o Ministério da Educação equipare os alunos da rede pública com os da particular, por meio de aulas técnicas ministradas por professores e psicólogos, que desenvolvam nos alunos habilidades essencialmente humanas, como inteligência emocional, comunicação e outras, com o intuito de todos possam ser aptos para exercerem as profissões do futuro. Outrossim, é preciso que o Ministério da Economia determine que as empresas organize seus modos de produção com treinamentos que preparem os trabalhadores para operarem junto com as máquinas, com o fim de evitar que muitas pessoas fiquem desempregadas. Logo, a sociedade estará preparada para as mudanças na estrutura do mercado de trabalho e para as profissões do futuro.