As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 30/04/2020

Telenovelas como “Tempos Modernos” e “Geração Brasil” são famosas por serem ambientadas no futuro, e expressam a curiosidade do brasileiro a respeito de como ficará a vida em um mundo altamente tecnológico. Certamente, o mercado de trabalho sofrerá profundas mudanças nesse novo cenário, mas o país não está preparado para elas. Em tal contexto, cabe avaliar como o desemprego e o despreparo das empresas contribuem para essa questão.

É fato que o desemprego é um grave problema, que poderá se intensificar no futuro. Nesse viés, tal questão está posta porque o aumento da automação substituirá muitos trabalhadores ou mudará a forma de trabalho de outros. Todavia, os estudantes ainda em formação continuam a pensar as suas carreiras sob os antigos paradigmas. Com efeito, segundo o site Vagas.com, os jovens ainda preferem ocupações mais previsíveis e estáveis, como as tradicionais medicina e advocacia, o que demonstra despreparo dos mesmos quanto às mudanças que virão. Como resultado, o fenômeno que já se observa, de inúmeras pessoas que não conseguem um lugar no mercado, será visto com mais frequência.

Além disso, é preocupante que, no quesito inovação e tecnologia, as empresas brasileiras percam competitividade. Isso acontece, entre outros fatores, porque o Governo Brasileiro incentiva de forma tímida a produção científica alinhada às necessidades das empresas, como por exemplo, as conhecidas startups, que agilizam processos nas organizações. Segundo o pensador Frederick Skinner, o objetivo da ciência é desenvolver tecnologias que efetivamente melhorem a vida das pessoas, e tais avanços devem resolver os problemas práticos da comunidade. Consequentemente, o mercado brasileiro pode ficar de fora dessa tendência global, o que certamente resultará em baixos crescimento e empregabilidade.

Portanto, é necessário que o Brasil se prepare para as mudanças que ocorrerão no mundo do trabalho. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação a ação de orientar as diretorias das escolas, públicas e privadas, na criação de disciplina para discutir as mudanças nas profissões e no mercado, ministradas por professores de sociologia e economia, com a finalidade de dar condições para que os alunos planejem as suas carreiras. Outrossim, o Ministério da Economia deve promover editais que visem o desenvolvimento de projetos de tecnologia para as empresas, em parceria com as universidades, podendo ser aliado aos programas já existentes em organizações como o SEBRAE, resultando em mais competitividade para as empresas. Assim, o brasileiro poderá não apenas imaginar por meio da ficção, mas se preparar para as mudanças em tempos cada vez mais modernos.