As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 28/04/2020

O Filme Tempos Modernos, de Charlie Chaplin, retrata Os Estado Unidos em 1930, cuja narrativa mostra o trabalhador submetido ao modo de produção industrial baseado na linha de montagem. Esse modelo foi superado pela indústria automobilística com a introdução da robótica. Ato contínuo, na quarta revolução industrial, surgem as incertezas em relação às profissões do futuro. Nesse contexto, ficam as indagações: quais serão necessárias no novo tempo e como elas devem se adaptar para superar seus desafios?

Em primeiro lugar, é importante evidenciar que algumas profissões antigas resistirão ao avanço tecnológico. Nessa perspectiva, pode-se inferir que o mundo sempre necessitará de médicos, professores, farmacêuticos, dentre outras. Segundo a Revista Exame, oito profissões que nunca sumirão, são elas: programador, engenheiro químico, contador, consultor financeiro, chef, além das três citada anteriormente. Depreende-se dessa matéria, que aquelas que salvam vidas ou ensinam, apesar de antigas, sempre serão imprescindíveis. De igual modo, os operadores de Tecnologia da Informação e cozinheiros. Contudo, não sobreviverão da forma como hoje conhecemos, portanto, precisam reinventarem-se, do contrário, perderão sua utilidade.

Em segundo lugar,  elas terão como desafio remodelar-se continuamente para sobreviverem no mundo em constante mudança. De acordo com o consultor Max Gerhringer, “No futuro, qualquer trabalho que seja rotineiro ou previsível, será feito por algoritmo”. Assim sendo, um programa de saúde poderá diagnosticar e prescrever o medicamento mais rápido do que um médico, as provas poderão ser elaboradas e corrigidas, sem a mediação de professores, os medicamentos poderão ser testados eletronicamente sem sacrifício de animais e interferência do homem. Logo, caberá a esse, aprender e dominar tais programas para facilitar o seu trabalho, seja qual for a profissão.

Infere-se, à vista disso, que no futuro a competência humana estará vinculada ao aproveitamento da alta tecnologia usada a seu favor. Logo, faz-se necessário preparar-se continuamente para utilizá-las. Para isso, é preciso que o Ministério da Educação inclua todos os jovens e adultos em escolas que ensinem informática e suas aplicações no trabalho. Sendo assim, é preciso equipar laboratórios, contratar professores e capacitá-los, para ensinar alunos do ensino médio e universitários. Além disso, deve ofertar atividades práticas e estágios para o aprimoramento. Dessa forma, espera-se que os trabalhadores consigam ingressar no mercado aptos para atender as exigências dos novos tempos e motivados a aprenderem como interagir com os aplicativos e ferramentas lançados todos os anos.