As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 28/04/2020
No filme “Wall-E”, retrata-se uma cena em que os seres humanos vivem cercados de tecnologias e telas de TV e computador. Paralelamente à realidade futurística do desenho animado, na contemporaneidade, já se observa um novo estilo de vida da comunidade, pautado nas revoluções da Indústria 4.0. Tais modificações afetam o mercado laboral, através do surgimento de novas profissões e também de novas demandas e desafios.
De fato, os tempos futuros no mercado de trabalho são de imprevisibilidade. Segundo as análises do Fórum Econômico Mundial, 65% das crianças que hoje estão no ensino fundamental devem trabalhar em carreiras que ainda não existem. Isso se deve às constantes transformações da sociedade mundial, com a incorporação de novos hábitos, seja de consumo, seja de necessidades que antes eram impensadas, mas que, no momento atual, surgem devido às novidades tecnológicas. Diante disso, é notório que para atuar nessas futuras profissões será necessário qualidades como raciocínio lógico, pensamento coletivo e criatividade de modo a solucionar os problemas complexos advindos da era digital.Estas ferramentas intelectuais devem ser aprendidas em escolas e universidades; mas, por hora, estas são incapazes de suprir tal demanda, uma vez que ainda estão presas a um modelo mais arcaico de ensino ou não possuem verba para o investimento em uma nova infraestrutura.
Nesse sentido, sem uma base de ensino consolidada, os futuros profissionais sofrerão com a obsolescência frente a outros indivíduos mais bem treinados e preparados. Já se observa em países
como o Japão, robôs atendentes nas lojas; enquanto que no Brasil, por exemplo, faltam-se computadores nas escolas para as aulas de informática. A discrepância gerada pela falta de conhecimento tecnológico alimenta o estigma de desenvolvido e subdesenvolvido. A robotização do meio laboral exige menos trabalhadores, porém estes devem cada vez mais empáticos e competentes.Os recursos tecnológicos farão com que carreiras sejam remodeladas ou até desapareçam, substituindo e adequando-as à nova dinâmica da sociedade.
Portanto, medidas são necessárias para melhor capacitação dos jovens que ingressarão no mercado de trabalho em profissões inéditas. O governo, em parceria com o MEC, deve destinar verbas para as escolas e universidades a fim de que estas possam comprar computadores e tablets- dando a oportunidade dos estudantes de terem acesso a outras fontes de conhecimento- contratar professores especializados em tecnologia e estender o quadro horário para englobar aulas de desenvolvimento emocional e de raciocínio lógico. Com isso, espera-se que estes novos profissionais tenham uma base sólida de instrumentos e sabedoria frente às celeumas do mundo contemporâneo.