As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 29/04/2020

A Revolução Industrial, decorrida Inglaterra em meados do século XIX, representou uma grande mudança nas formas de trabalho, o qual antes era marcado pela manufatura passou a ser mecanizado e isso gerou problemas sociais como o êxodo rural. De forma análoga, atualmente, o Brasil enfrenta desafios relacionados às profissões do futuro e fatores como o desemprego consoante com a desigualdade social agravam esse impasse. Destarte, torna- se necessária a discussão sobre o tema com o intuito de resolver essa problemática.

A prior, é necessário destacar que o desemprego esta presente em nossa sociedade e se relaciona as novas profissões. Uma vez que essas estão cada vez mais ligadas à tecnologia, o que implica na substituição da mão de obra humana pelo uso de algoritmos e máquinas. Nesse âmbito, tais fatos contradizem a Constituição Federal de 1988, a qual prevê o trabalho como um direito social. Dessa forma, os dados apresentados permitem uma reflexão sobre a atual relação entre o governo e sua negligência para mitigar o imbróglio em questão.

Outrossim, no que diz respeito a desigualdade social, podemos considerar que o mercado de trabalho exige profissionais com formação qualificada e pessoas de classes financeiras inferiores não tem acesso à essa exigência. Visto que, o ensino superior é elitizado devido às altas mensalidades das faculdades particulares e da dificuldade de entrar e permanecer nas públicas sem um curso preparatório. Dessa maneira, cabe destacar o pensamento do filósofo francês Pierre Levy, de que “Toda nova tecnologia gera seus excluídos”. Logo, precisa- se de uma intervenção para que essa questão seja modificada com o fito de alcançar a isonomia esperada pela sociedade.

Em suma, são necessárias medidas que atenuem essa problemática. Para cessar os desafios relacionados às profissões do futuro, urge que o Executivo, por meio de investimentos no Ministério da Educação, promova palestras demonstrando as novas exigências e direções do ramo de atividades trabalhistas, com intenção de incentivar os indivíduos a procurar formação em áreas que relacionem a tecnologia e inovação com suas profissões. Soma- se a isso o papel dos cidadãos de, através do usufruto de auxílios e bolsas disponibilizadas pelo governo, priorizar a própria formação profissional com o fim de não serem “atropelados” pelas novas exigências do mercado. Somente assim, problemas com a transformação das profissões como os vividos no século XIX, deixarão de ser atuais em nossa sociedade.