As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 30/04/2020
O mito da caverna, alegoria escrita por Platão, explica a evolução do processo de conhecimento. Segundo ele, os seres humanos se encontram prisioneiros de uma caverna, em que estão habituados somente a ter uma ilusão do que veem como se fosse a verdadeira realidade. De maneira análoga ao presente, a questão da dificuldade enfrentada pelos novos ramos de trabalho que surgiram com os avanços tecnológicos pode ser bem representada pelo mito da caverna de Platão, visto que é um problema sem solução que vive a sombra da sociedade. Nessa lógica, deve-se debater a cerca dos novos meios de produção em que o homem é substituído pela máquina e pela falta de formação profissional, uma vez que são causas notórias.
Inicialmente, é importante que a falta de consciência social é causa relevante ante a resolução da questão. Nessa lógica, Karl Marx, teceu diversas crítica sociais em relação a atuação governamental, em uma delas, afirmou que ‘’não é a consciência social que determina o ser, mas o contrário, o ser social que lhe determina a consciência’’. É notório, portanto, que o Poder Público tem a obrigatoriedade constitucional de conscientizar cada ser social, em relação a quaisquer temas, como, por exemplo, o desafio da aceitação da substituição da mão de obra humana devido ao novo avanço tecnológico. Desse modo, quando assim não se faz torna-se inaceitável.
De mesmo modo, a falta de estrutura educacional é também uma das razões pela qual o problema persiste. Segundo Paulo Freire ‘‘Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda’’. Isso quer dizer que a educação é pilar indispensável na base de informação da sociedade, pois ela tem poder de trazer conhecimento e consciência necessária para evitar questões como falta de formação profissional especializada para atuar no novo nicho técnico informacional. O papel da educação na comunidade não se limita a esfera educacional, mas também tem o papel primordial na formação cidadã de cada indivíduo. Por tudo isso, é inaceitável que uma sociedade que tem a educação como preceito principal em sua constituição permita que falhas como essa aconteçam.
Em conclusão, é preciso que se tomem providencias para solucionar o impasse. Sendo assim, o Ministério da Educação, por meio de escolas e universidades, deve criar um projeto sócio-educativo-profissionalizante, com oficinas, palestras e debates, para promover a conscientização social e profissional sobre os desafios enfrentados na aceitação dos novos meios de trabalho. Tais eventos devem ter alcance nacional, inclusive pela internet, com transmissões ao vivo, por exemplo, para se apresentar as principais questões do tema. Esperasse dessa forma, que a população possa estar inteirada sobre o assunto e que o problema seja minimizado.