As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 08/05/2020
Os trabalhos formais brasileiros foram regidos, em 1930, no Governo de Getúlio Vargas com a criação da Consolidação das Leis Trabalhistas. Hodiernamente, com a Indústria 4.0, surgiram novas formas empregatícias e asseguradas com o uso do campo virtual devido à popularidade da Inteligência Artificial. Entretanto, estar, 8h/dia, em ambientes on-line, tende a gerar isolamento social e limitar emoções básicas no exercício de algumas áreas.
Antes de mais nada, o ser humano é, por essência, um ser sociável. Posto isso, atividades formais virtuais carecem de sociabilidade, já que o embate entre mundo real e virtual são divergentes – dos cinco sentidos humanos, apenas audição e visão são exercidas pela interação cibernética. De acordo com o jornal Folha.uol, de 2000, cerca de 30% da população americana admitiam que se comunicavam menos com as pessoas ao derredor. Para mais, houve acréscimo de problemas oftalmológicos e da coluna vertebral em decorrência da má postura em cadeiras. À luz disso, são obrigatórias mudanças para a ressocialização.
Outrossim, a sociedade necessita que certos profissionais precisem lidar emocionalmente com seus “clientes” a fim de tornar-se mais compreensivos. Visto que, médicos e professores são treinados para trabalharem com eufemismos e compreensões extremas, embora, estar plugado às telas suprime esse dever. De maneira análoga, um episódio da 14ª temporada de “Grey’s Anatomy” é retratada a manipulação de um hacker em máquinas laboratoriais, cujo familiares e pacientes ficam à mercê do recebimento das notícias não agradáveis e se desesperam. Nessa conjuntura, os empregos da Indústria 4.0 desacelera com a falta de preocupação para com a relação trabalhador- “cliente”.
As profissões, portanto, para exercício contínuo, devem ser escolhidas minuciosamente. O Ministério da Saúde, em parceria com agentes de Tecnologia de Informação, devem fornecer, em grades curriculares, preparação virtual para áreas não necessitadas emocionalmente. Além de prezar o estímulo social, com a diminuição da quantidade de horas on-line e exercer interação dos cinco sentidos a fim de que se possa, ao mesmo tempo, melhorar a postura e a comunicação com o mundo real.