As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 26/10/2020

A Terceira Revolução Industrial, iniciada no começo do século XX, tem como principal característica o advento da tecnologia em todos os âmbitos sociais e vem modificando, periodicamente, as relações humanas. Nesse aspecto, é evidente que as relações de trabalho também estão se transformando, o que trás desafios para a inclusão da sociedade no mercado de trabalho, como a exclusão digital e a dificuldade de adaptação.

Primeiramente, fica claro que a constante alteração da dinâmica tecnológica agrava, ainda mais, este impasse. Nesse sentido, o filósofo Pierre Lévy colabora ao dizer: “toda nova tecnologia cria seus excluídos”. Ou seja, aqueles que não conseguem acompanhar esta dinâmica tonam-se obsoletos para o mercado de trabalho, que cada vez mais utiliza-se e exige do uso e conhecimento tecnológico.

Ademais, a dificuldade de adaptação populacional com esta mudança asssociada à falta de incentivo governamental, colabora com a disparidade no ramo de atividades trabalhistas. Para ilustrar, de acordo com o levantamento feito pelo “Portal Vargas.com”, seis em cada dez jovens ainda preferem carreiras consolidadas. Tais carreiras que podem ser substituídas pelo avanço da Inteligência Artificial, extinguindo profissões. Dessa forma, a falta de atuação do governo para trazer educação tecnológica favorecerá as classes altas, que tem acesso à tecnologia, e aumentará a desigualdade trabalhista.

Em suma, as profissões do futuro exigem, principalmente, o domínio da tecnologia e a sociedade não está preparada para esta mudança. Por isso, o Ministério da Educação (MEC) deve incluir na grade comum curricular brasileira uma matéria que priorize e incentive a educação tecnológica. Ademais, o MEC também deve construir locais, como bibliotecas, que disponibilize cursos tecnológicos para toda população. Tais medidas têm como objetivo preparar igualmente a sociedade para as possíveis profissões do futuro e evitar desigualdade no mercado de trabalho.