As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 06/05/2020
O livro " A Quarta Revolução Industrial", de Klaus Schwab, demonstra como a sociedade caminha para o novo nível da revolução técnico-cientifico, a qual será fruto da velocidade, da amplitude e dos impactos sistêmicos da tecnologia nos setores da sociedade. Á vista disso, ao se questionar sobre as profissões do futuro, observa-se como essas estarão inevitavelmente envoltas do desenvolvimento tecnológico. No entanto, esse contexto apresenta desafios, como o combate à falta de inclusão tecnológica na população e ao desemprego estrutural.
Em primeiro lugar, ao analisar o intenso crescimento tecnológico que a sociedade estar à mercê, observa-se uma realidade na qual os indivíduos que não estiverem inclusos nesse ambiente, dificilmente se enquadrarão nas exigências profissionais. Posto que, conforme Klaus Schwab, o mundo irá se mover pela tecnologia. Contudo, quando se percebe cenários como os apresentados pelo Fórum Econômico Mundial, de que 17% da população ainda não vive plenamente a segunda revolução industrial, pois essas não possuem acesso à eletricidade. Enquanto, 4 bilhões de pessoas também não vivem a terceira revolução, devido à falta de acesso à internet. Nota-se, dessa forma, se esse quadro de exclusão aos meios tecnológicos se perpetuar no seio social, a realidade no futuro para uma parcela da população será à margem da sociedade.
Além disso, o desemprego estrutural apresenta-se como outro desafio a ser enfrentado. Uma vez que o desenvolvimento tecnológico estimula o aumento da automatização e robotização, por sua vez, esse contexto faz com que a força de trabalho do homem torna-se prescindível. Assim, o escritor israelita, Yuval Harari, argumenta que no futuro a luta de classes, apresentada pelo filósofo Karl Marx, pode não existir, dado que os detentores das fábricas e indústrias não necessitarão de operários, pois as máquinas ocuparão esse lugar. Dessa forma, há uma necessidade que medidas sejam tomadas para evitar a concretização dessa conjuntura.
Portanto, cabe ao Estado ofertar um ambiente de inclusão tecnológica para equipar a sociedade ao futuro do trabalho. Isso ocorrerá mediante a disponibilização de verbas públicas, oriundas dos impostos, com objetivo de ampliar, por exemplo, projetos sociais, como Luz para todos. Mas também, fomentar salas de computação, em conjunto, com investimentos em laboratórios e salas de robótica educacional nas escolas, a fim de que, o estudante venha ter o acesso a um ambiente tecnológico que o capacite para o futuro do trabalho e diminua também, assim, os casos de desemprego estrutural. Diante disso, a sociedade estará preparada para se adequar com as exigências presentes na Quarta Revolução Industrial, principalmente, no âmbito profissional.