As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 06/05/2020

O principal marco da Primeira Revolução Industrial foi a substituição da manufatura, produção utilizando as mãos, pela maquinofatura, que usa máquinas ao invés do trabalho artesanal. Durante as modificações no sistema de produção, muitos serviços e recursos se tornaram desnecessários, já que a indústria era um concorrente imbatível com maior capacidade de execução. Em decorrência disso, muitos ofícios foram extinguidos, tornando indispensável o debate acerca dos prováveis malefícios para as profissões do futuro e seus desafios. Logo, fatores como a constante modernização e, especialmente, o risco do desaparecimento de atividades e o consequente desemprego podem ser cruciais para a sociedade atual.

Nesse sentido, cabe pontuar que o processo de inovação está diretamente ligado ao mercado de trabalho: as empresas precisam cada vez menos de seus funcionários, aumentando a taxa de desemprego. Tal circunstância surge do fato de que os equipamentos possuem melhor rendimento e produtividade - além de não precisar se preocupar em garantir direitos. Tem-se como exemplo a fabricação de fios de algodão, que antes era feito por uma pessoa durante um longo período de tempo e tinha como resultado final apenas um fio e, hoje, milhões podem ser produzidos sem que seja  necessário uma pessoa. Dessa forma, embora a tecnologia tenha aumentado a eficiência, ela dissipou profissionais como tecelões, que viviam disso.

Ademais, as atuais ocupações podem ser, posteriormente, um problema para cidadãos que não estão atentos, ou não tem acesso, às mudanças. Segundo o site Canaltech, 65% das crianças que estão no primeiro ano do ensino médio, provavelmente ocuparão posições de trabalho que ainda nem existem. Isso significa que, os jovens que não se informam sobre, correm o risco de se formarem em uma área prestes a ser desvalorizada ou dispensável e não conseguirem um emprego. Desse modo, é preciso ter responsabilidade quanto à escolha da carreira para que não haja mais desempregados, tendo em vista a modernização das fábricas - e do mundo.

Em suma, depreende-se a necessidade de que medidas sejam tomadas acerca das profissões do futuro e seus desafios para que o índice de desemprego no país não continue sendo um problema. Dessa maneira, os funcionários devem sempre inovar na sua área, com novos projetos de desenvolvimento, por meio de especializações, que podem ser fornecidas pela própria firma, para que seja indispensável o trabalho do contratado. Também, as escolas podem oferecer uma nova matéria a fim de discutir sobre as novas possíveis profissões do futuro. Assim, a sociedade estará preparada para significativas transformações como as decorrentes da Primeira Revolução Industrial.