As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 21/05/2020
O russo Gary Kasparov não foi apenas o maior jogador de xadrez de seu tempo. Quando aceitou jogar contra o supercomputador Deep Blue, em 1997, era considerado o maior enxadrista de todos os tempos. Entretanto o improvável aconteceu, a máquina venceu o homem em um duelo de intelecto. Desse modo foi mais uma vez demonstrado a superioridade de computadores em ambientes profissionais em que nem sempre o homem é insubstituível ou se sairá melhor. Com isso, no cenário mundial presente, diversos desafios relacionados as profissões do futuro são criados, incluindo a insegurança de como serão os trabalhos e requisitos necessários para a execução além da extinção de trabalhos humanos pela substituição maquinaria.
Dessa forma, pode-se observar várias profissões que à medida que o tempo passa se tornam arcaicas e consequentemente deixam de existir como, despertador humano, arrumador de pinos de boliche, caçador de ratos, acendedor de postes e até mesmo ressurreicionistas. Com isso, e também com dados históricos um levantamento divulgado pelo MyForesight apontou a probabilidade de diferentes profissões serem extintas devido aos processos de automação e robotização. Destarte serviços com risco de 80% a 100% de não existirem mais incluem trabalhos com poucas barreiras de entrada, motoristas de ônibus, garçons, telefonistas, manicures , operadores de máquinas, guias de turismo e vendedores de seguros.
Dessarte o mercado de trabalho está em completa mudança o que acarreta diversas preocupações e inseguranças. Portanto segundo o relatório, The Future of Jobs, publicado pelo Fórum Econômico Mundial no ano de 2018, a Quarta Revolução Industrial, que inclui desenvolvimentos em campos anteriormente desarticulados, como inteligência artificial e aprendizado de máquina, robótica, nanotecnologia, impressão 3D, genética e biotecnologia. Com essas informações a pesquisa estima que 65% das crianças que ainda estão na escola, trabalharão em empregos que ainda não existem.
Diante de tantas incertezas e oscilações do mercado cabe ao Ministério da Educação em parceria com as redes de ensino municipais durante o aprendizado e formação do aluno, incentivar e desenvolver competências além das curriculares como criatividade, empatia, olhar estratégico, olhar crítico, experimentação, imaginação, inteligência emocional, autoconhecimento, experiência de vida, relacionamentos interpessoais e valores pessoais que irão diferenciar das máquinas no mercado. Desse modo, pensamentos assim são essenciais para ser destacado futuramente e isso significa, desenvolver as competências previamente. Só então, apesar das inseguranças, a perspectiva dos desafios das profissões do futuro será positiva e beneficiará todos.