As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 07/05/2020

A filósofa alemã Hannah Arendt disserta acerca do trabalho e o retrata em um sentido mais amplo e individual, atrelado ao desenvolvimento criativo humano. Tal ideia está diretamente ligada as profissões do futuro, que exigem a qualidade criativa e o conhecimento de várias áreas, entretanto na atual conjuntura brasileira essa realidade passa por desafios como, a educação retrógrada do país, além do desemprego gerado pela extinção de várias profissões. Diante dessa realidade adversa, é necessário que instituições educacionais e sociais tomem medidas para modificar tal quadro.

A princípio, a educação brasileira é caracterizada por um processo lento de ensino, o qual não é acompanhado pelos avanços tecnológicos e comportamentais exigidos pelas profissões futuras. Nesse sentido, de acordo com o educador Paulo Freire, a educação em salas de aula devem seguir uma relação mais ampla entre professores e alunos, para que assim atenuem sua comunicação e troca de informações. Todavia, a perspectiva de Freire não ocorre nas escolas brasileiras, que seguem um modelo contrário ao proposto pelo educador e assim, muitos estudantes não desenvolvem tais características essenciais para o ingresso no novo mercado de trabalho que não exigem somente habilidades mecânicas, mas também a adaptabilidade, criatividade e muitas habilidades de interação. Dessa forma, a educação brasileira torna-se um obstáculo diante da formação de profissionais qualificados para as próximas gerações.

De outra parte, devidos aos avanços tecnológicos que tem ocorrido em certas áreas do país, um fenômeno que vem ocorrendo com grande potencialidade é o desemprego estrutural, visto que muitos trabalhos que se encontram obsoletos foram substituídos por máquinas. Essa realidade é observada na trama “O Exterminador do Futuro: destino sombrio”, no qual trabalhadores de uma empresa foram trocados por máquinas, que eram consideradas bem mais eficientes. Entretanto, fora da ficção esse é um acontecimento presente no cotidiano de muitos brasileiros, a exemplo disso tem-se empregos como telefonistas ou caixa de bancos que aos poucos foram substituídos pelo uso de máquinas. Nesse sentido, a adaptação a novas tecnologias tornaram-se necessárias.

Portanto, é necessário a modificação de conduta diante do surgimento de novas profissões. Para tanto, é importante que escolas, em parceria com o Ministério do Trabalho, façam investimentos em programas como o “Jovem Aprendiz”, pois tal artifício vem preparando jovens para as futuras profissões, por meio do ensino voltado para aprimoramento de características, como criatividade a fim do melhoramento seu desempenho no futuro. Por fim, cabe a sociedade modificar sua postura diante das tecnologias, fazendo cursos de preparo, mediante o uso dessas com o fito de sua maior produção.