As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 15/05/2020
Depois de inúmeras mudanças na sociedade, vive-se, hoje, um momento em que o futuro das profissões é incerto e variável. Com o aumento das tecnologias, algoritmos e inteligências artificiais, algumas profissões vão aos poucos desaparecer. Nesse contexto, deve-se discutir os desafios da adaptação nas novas profissões e o aumento do desemprego devido a automação dos setores. Primordialmente, precisa-se entender que a grande realidade do futuro do trabalho é que a sociedade não pode agir de maneira relutante. Isto é, empresas que criarem uma resistência à mudanças ou profissionais que insistirem em não se adequar a essas modernizações certamente ficarão para trás. De acordo com o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), nos próximos quatros anos, as profissões ligadas à tecnologia serão as que mais vão apresentar crescimento. Logo, para garantir um bom posicionamento nessa nova realidade é preciso uma certa flexibilidade, de forma que este novo cenário seja adaptável e não um obstáculo na vida profissional.
Ademais, um ponto desfavorável da automação é a substituição da mão de obra por máquinas, implicando em desemprego à classe produtiva. Conforme uma pesquisa realizada pela Jornal Estadão, é estimado que 44,5 milhões de brasileiros estão em ocupações em que o homem pode ser substituído por robôs. Também presenciamos a cada dia a criação de ferramentas tecnológicas que acabam substituindo a procura por profissionais especializados como advogados, motoristas de ônibus, técnicos em contabilidade, operadores de caixa, etc. Assim sendo, a automatização aumentará a possibilidade dos trabalhadores serem descartados contribuindo para o inchaço do trabalho informal.
Considerando os aspectos mensionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter esta situação. A sociedade deve investir na apropriação de novas ferramentas de trabalho, aperfeiçoando e persistindo no mercado de forma inovadora. Eventualmente, pode-se propor, por meio de projetos de voluntariado, a capacitação dos funcionários das empresas e a valorização do indivíduo como um ser capaz de superar desafios. Dessa forma, será possível garantir um ajuste positivo em ofícios que, de fato, integram indivíduos e promovem serviços para todos. Somente assim, será possível combater a demissão de pessoas que poderiam envolver-se ativamente na sociedade trabalhadora.