As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 10/05/2020
Segundo o filósofo pré-socrático Heráclito de Éfeso, nada é permanente, exceto a mudança. Ao trazer essa afirmação para a realidade do século XXI, percebe-se que as profissões estão em constantes mudanças, o que leva os indivíduos a refletirem sobre os desafios presentes no ambiente dinâmico do trabalho. Isso se deve, sobretudo, á inserção da sociedade na 4ª Revolução Industrial e á coerção da sociedade, ao criar um padrão qualitativo das profissões. Diante disso, faz-se imperativo construir no meio social um maior senso de criticidade para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Á princípio, constata-se, em meio a sociedade, diversas transformações decorrentes da revolução digital vivida na realidade vigente. A 4ª Revolução Industrial é uma etapa desse desenvolvimento tecnológico e que transforma não só o meio social, como também o do trabalho. Ademais, uma das discussões atualmente é sobre quais serão as profissões futuras e se haverá protagonismos de umas sobre as outras. Segundo pesquisas na área, trabalhos ligados ao setores de tecnologia da informação serão mais propícios a estarem na ativa. É importante ressaltar também que houve um aumento nas taxas de desemprego devido a substituição da mão de obra humana por máquinas, um exemplo é o emprego da Inteligência Artificial que funde o meio real ao virtual. Nesses termos, a população precisa se enquadrar nesse novo ambiente, pois no final são as pessoas que delinearão o futuro do trabalho.
Em segundo plano, sabe-se que existe uma pressão da sociedade para com o indivíduo em relação ao trabalho, em que ou ele trabalha ou é “sem futuro”. Além disso, há um medo presente no meio social de se aventurar nessas novas áreas e, consequentemente, novos trabalhos, ao ficar presos em profissões tradicionais como ser médico, engenheiro ou até mesmo advogado. Segundo dados do relatório Futuro do Trabalho, conclui-se que 65% das crianças que estão no primário, atualmente, devem trabalhar em empregos que ainda não existem. Diante disso, a sociedade necessita repensar sobre o futuro que está perto, pois novos ramos estão se infiltrando no mundo trabalhista e os indivíduos precisam se adaptar a esses novos tempos para terem sucesso profissional e pessoal.
É necessário. portanto, que os agentes sociais trabalhem juntos para melhorar esse cenário conflituoso. Para tanto, o Governo juntamente com o MEC devem discutir e promover mudanças no meio educacional, incluindo projetos tecnológicos na educação, e adicionarem novas matérias escolares a esse sistema, como as que incluem habilidades as quais as máquinas não fazem, empreendedorismo e trabalhar em equipe, por exemplo. Tais ações poderão ser divulgadas por meio da mídia, ja que é uma grande influenciadora social, com o principal objetivo de acompanhar o ritmo dessa revolução no âmbito do trabalho, tendo em mente a afirmação feita pelo filósofo Heráclito de Éfeso.