As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 11/05/2020

A Terceira Revolução Industrial, que ocorreu em meados do século XX, proporcionou que a sociedade transitasse da era Industrial para era Digital. Uma conjuntura que introduziu grandes impactos na vida do ser humano, principalmente, ao analisar as revoluções tecnológicas que adentraram no mercado de trabalho. Ao passo que, ao olhar as profissões do futuro torna-se inevitável não relacioná-las com a tecnologia. No entanto, esse cenário apresenta desafios, como o desemprego estrutural, o qual evidencia as consequências do sistema capitalista.

Em primeiro lugar, apesar da tecnologia proporcionar o desenvolvimento da sociedade nas suas diversas áreas profissões, nota-se que um dos grandes desafios do trabalho no futuro é o combate ao desemprego estrutural, o qual é fruto do próprio avanço técnico-científico-informacional. Pois, observa-se no tecido social, à medida que há o crescimento da automatização e robotização, a força de trabalho do ser humano tornou-se prescindível. Consoante a isso, no futuro, devido ao constante crescimento tecnológico, essa proporção pode se intensificar e aumentar, assim, o número de desempregos.

Contudo, esse contexto é reflexo do próprio sistema capitalista, em que a sociedade está inserida. Dado que, segundo o geógrafo Milton Santos, esse modelo econômico é gerido por uma globalização perversa, a qual se pauta na atuação mínima do Estado com objetivo de maximizar o lucro. Em vista disso, ao analisar a situação das profissões no futuro, percebe-se que haverá a intensificação das lutas de classes, elucidada pelo filósofo Karl Marx. Uma vez que, os avanços tecnológicos demonstram satisfazer apenas os interesses da burguesia, a detentoras dos meios de produção, sem se preocupar com as consequências que podem desencadear na classe operária.

Portanto, ao pensar sobre as profissões do futuro, percebe-se a necessidade  da sociedade se posicionar conforme a opinião de Milton Santos em relação à globalização alternativa, pois essa  argumentava que o ser humano deve ocupar o centro de todas as decisões e não o lucro. Isso ocorrerá por meio de propagandas e comerciais, vinculados na mídia, que busquem a conscientização da população sobre a inevitabilidade de que as tecnologias devem procurar beneficiar a todos, a fim de que, assim, a população se coloque contra o desemprego estrutural. Diante disso, preserve o futuro de inúmeros trabalhadores.