As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 11/05/2020
A sociedade está vivendo uma nova revolução nos paradigmas dos processos de produção. De fato, é natural esses momentos, tanto é que ocorreram três revoluções industriais na nossa história, e em todas houveram desafios a serem superados pela população. Vale ressaltar que a janela entre o início e o fim desse processo está cada vez mais curta. Cabe a todos recorrerem a educação contínua, ou seja, não se acomodar após a conclusão de uma formação, além disso, manter o hábito de leitura para se manter antenado as novas tendências é fundamental nesse momento. Afinal, com a mudança de um conceito, transformações nos estilos de vida ocorrerão, porém o indivíduo não está preparado para isso.
Primeiramente, acompanhar artigos, notícias e direções que o globo está tomando, será essencial para não ser engolido pelo mercado. Com isso, cabe considerar o aprendizado, que, por sua vez, terá que ser dinâmico, com aprendizados sem interrupções e necessitará de uma visão futurística, ou seja, não teremos tempo para nos preparar quando já tiver ocorrido tal alteração. Sendo assim, a estruturação para se adequar a esse novo padrão, não será tão simples como costuma ser, no entanto, pessoas já preparadas terão uma enorme vantagem. Para exemplificar o argumento, olhamos para o mundo atual, mais especificamente, na mobilidade urbana, pois em um piscar de olhos diversos aplicativos de transporte apareceram, deixando a categoria dos táxis em uma situação desagradável.
Outro ponto é, os tão famosos “subempregos” serão descartados em breve. Relembrando, você seguindo o que foi destacado anteriormente, você não estará completamente livre de se tornar obsoleto. No entanto, a situação ficará mais complexa para as pessoas que não foram educadas para isso, trazendo a necessidade de uma atuação firme do Estado para minimizar os impactos que novas tecnologias causarão. De acordo com Zygmund Bauman, sociólogo polonês, a pós-modernidade é “líquida”, ou seja, transforma e adapta-se em um ritmo acelerado, chegando ao observado no Brasil, as elevadas taxas de desemprego que atingem cerca de 12 milhões de brasileiros.
Portanto, caberá a sociedade se adaptar aos novos padrões de vida. Diante do argumentado, teremos complicações no futuro, principalmente olhando para o nosso país. A estrutura cultural, educacional e política não está pronta para enfrentar tais transformações. Cabe ao MEC juntamente com o ministério da Ciência e Tecnologia trabalharem entre si, levando uma reestruturação no ensino de base. Por exemplo, agregar a grade de matemática com lógica de programação, trará diversos benefícios para os mais jovens, deixando-os mais preparados para tal “metamorfose” industrial. Com isso, incentivar o indivíduo em sua formação por completa, atenuará impactos no país e no próprio ser.