As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 19/05/2020
O russo Gary Kasparov não foi apenas o maior jogador de xadrez de seu tempo. Quando aceitou jogar contra o supercomputador Deep Blue, em 1997, era considerado o maior enxadrista de todos os tempos. Entretanto o improvável aconteceu, a máquina venceu o homem em um duelo de intelecto. Desse modo foi mais uma vez demonstrado a superioridade de computadores em ambientes profissionais em que nem sempre o homem é insubstituível ou se sairá melhor. Com isso, no cenário mundial presente, diversos desafios relacionados as profissões do futuro são criados incluindo a insegurança de como serão os trabalhos e requisitos necessários para a execução além de extinção de trabalhos humanos pela substituição maquinaria.
Nesse contexto, percebe-se o constante desenvolvimento em campos como inteligência artificial, robótica, nanotecnologia, impressão 3D e biotecnologia. Isso causará uma ruptura generalizada nos modelos de negócios e no mercado de trabalho atual, com enorme mudança nas habilidades necessárias para prosperar nesse novo cenário. Darwin, o pai da Teoria da Evolução, cita “não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”. Assim, dessa forma, quem terá mais oportunidades serão aqueles que mais se adaptarem à as estimadas 70 a 80 milhões de vagas nos futuros empregos que devem surgir a partir de 2020, com requisitos necessários muito diferentes dos atuais.
Ademais, os avanços em aprendizado de robótica e automação estão fazendo das máquinas cada vez mais excelentes. A tecnologia de hoje já permite que robôs realizem metade das tarefas do trabalho de um humano, segundo o McKinsey Global Institute. Em base nesse cenário, estudos recentes mostram que esse aprofundamento causará transtorno em muitos setores, e até mesmo em economias inteiras; o desemprego em massa e em escala global tendem a aumentar, sendo mais impactante e mais problemático para países em desenvolvimento devido à menor demanda de consumo e redes de segurança social limitadas, em comparação com os países desenvolvidos. Desse modo, apenas poucos vão colher os benefícios do aumento da produtividade e da lucratividade.
Portanto, a fim de minimizar as futuras consequências impostas pelos avanços tecnológicos, é preciso que se tomem medidas desde ja. O governo primeiramente, deve apoiar financeiramente os trabalhadores que sofreram com o inevitável desemprego com seguro-desemprego. Além disso, deve retreinar os profissionais, com apoio das empresas por meio de cursos gratuitos onlines e presenciais e investir na recolocação profissional de seus cidadãos, mantendo, acima de tudo, o crescimento economico. Assim pode se esperar futuramente,menor taxa de desemprego e desigualdade social.