As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 12/05/2020

Com o advento das revoluções industriais e científicas, fica claro quais países são potências tecnológicas e, paralelamente, é evidente o surgimento de novas profissões. Contudo, o Brasil está em atraso no quesito tecnologia e sustentação das profissões futurísticas, sucedendo consequências amargas para a nação, de aspecto econômico e social.

A priori, com a criação do primeiro computador na Segunda Guerra Mundial, ficou evidente a necessidade do crescimento de outras inovações. Ademais, países como Inglaterra e Estados Unidos têm suas economias conectadas, quase que exclusivas, com a alta tecnologia, contribuindo com as novas ocupações no mercado de trabalho, como programadores digitais, engenheiros da computação e outras profissões que ainda não existem, de acordo com o Fórum Econômico Mundial. Porém, com a educação brasileira alheia dessas abordagens, dificulta o desenvolvimento do país em questões sociais e econômicas, promovendo a obsolescência de conhecimentos indispensáveis para o século presente e futuro.

Segundo o fundador da linguagem de programação Alan Kay, a tecnologia só é tecnologia para quem nasceu antes dela ter sido inventada, ou seja, daqui a alguns anos, a única preocupação, do que se chama atualmente de tecnologia, será apenas prosperar e não ser somente admirada, pois os alunos das escolas de hoje já nasceram inseridos nesse contexto e serão os futuros profissionais do Brasil. E, com a falta de investimentos no conhecimento, é possível prever um atraso econômico severo, já que o Brasil, conforme a cientista Bianca Ott Andrade, é líder em fuga de cérebros, que é a migração de pesquisadores para outros países, e também resultando em atraso social, dividindo os países entre evoluído e tardio.

Portanto, o Ministério da Educação deverá originar uma disciplina obrigatória de informática a partir dos dez anos de idade e progredir nos assuntos técnicos ao longo dos anos até o término do ensino médio, por meio de aulas semanais em laboratórios de informática nas escolas públicas e privadas, a fim de estreitar o caminho entre indivíduo e tecnologia, evitando a obsolescência na educação.