As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 13/05/2020
Telenovelas como “Tempos Modernos” e “Geração Brasil” são famosas por serem ambientadas no futuro, e expressam a curiosidade do brasileiro a respeito de como ficará a vida em um mundo altamente tecnológico. No entanto, o mercado de trabalho sofrerá profundas mudanças nesse novo cenário, sendo a fraca adaptação do Brasil para tais transformações um grave problema. Nesse viés, cabe avaliar como o despreparo das empresas e o desemprego no futuro contribuem para tal questão. É fato que a baixa competitividade no quesito inovação e tecnologia é uma problemática para muitas empresas brasileiras. Nesse viés, tal problema ameaça porque o Estado incentiva de forma tímida a produção científica alinhada às necessidades das empresas, como por exemplo, as conhecidas startups, que agilizam processos nas organizações. Consequentemente, o mercado brasileiro pode ficar de fora dessa tendência global, o que resultará em baixos crescimento e empregabilidade. Com efeito, o pensador Frederick Skinner aponta que o objetivo da ciência é desenvolver tecnologias que efetivamente melhorem a vida das pessoas, e tais avanços devem resolver os problemas práticos da comunidade, o que evidencia que faz-se mister a mudança dessa postura estatal.
Além disso, é imperativo ressaltar o desemprego no futuro como promotor de tal problema. Tal questão se coloca porque o aumento da automação substituirá muitos trabalhadores ou mudará a forma de trabalho de outros. Todavia, os estudantes ainda em formação continuam a pensar as suas carreiras sob os antigos paradigmas. Com efeito, segundo o site Vagas.com, os jovens ainda preferem ocupações mais previsíveis e estáveis, como as tradicionais medicina e advocacia, o que demonstra despreparo dos mesmos quanto às mudanças que virão. Consequentemente, o fenômeno já recorrente atualmente, de inúmeras pessoas fora do mercado de trabalho, será visto com mais frequência.
Portanto, é necessário que o Brasil se prepare para as mudanças que ocorrerão no mundo do trabalho. Dessa forma, cabe ao Ministério da Economia a ação de promover editais que visem o desenvolvimento de projetos de tecnologia para as empresas, em parceria com as universidades, podendo ser aliado aos programas já existentes em organizações como o SEBRAE, resultando em mais competitividade para as empresas. Outrossim, o Ministério da Educação deve orientar as diretorias das escolas, públicas e privadas, na criação de disciplina para discutir as mudanças nas profissões e no mercado, com a finalidade de dar mais condições para que os alunos planejem as suas carreiras considerando as transformações globais. Assim, o brasileiro poderá não apenas imaginar por meio da ficção, como também se preparar para as mudanças no mundo real.