As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 14/05/2020
Obsolescência não programada
No decorrer da história vimos que as revoluções industriais trouxeram muitas inovações para o trabalho, tornando frequente a dúvida se em algum momento as profissões poderão deixar de existir em razão dos novos avanços tecnológicos. Por causa das novas tecnologias, muitos empregos passaram por modificações, sendo remodelados ou até mesmo sofrendo mudanças em suas funções mas não sendo extintos. Com isso são oferecidos vários benefícios ao consumidor, mas algumas vezes afetando o trabalhador que em muitos casos não está adaptado com as novas ferramentas e os novos meios, ficando sujeito ao desemprego e a desqualificação ao não atender as novas exigências.
Provando isso, uma pesquisa feita pela OCDE, mostra que apenas 3 a cada 10 trabalhadores acreditam que possuem capacitação necessária para cumprir as exigências requeridas em seus trabalhos. Além disso, o mesmo estudo elaborou um ranking com os países onde há mais carência de qualificados, entrevistando algumas empresas instaladas nos mesmos. Uma tentativa das companhias de solucionar a falta foi a busca de trabalhadores vindo de outros países, em que o número de aptos é maior, assim conseguem suprir suas necessidades, mas deixa o trabalhador local sem ofertas de emprego tornando-o desvalorizado ou obsoleto.
Entretanto, vale destacar que uma grande porcentagem do número de desqualificados é composto por jovens. Isto é devido a falta de qualificação e experiência dos jovens, sendo decorrente do sistema educacional de vários lugares que não acompanham o ritmo das mudanças tecnológicas, tornando a pessoa cada vez mais obsoleta para o mercado de trabalho, pelo despreparo ocasionado. Ademais o sistema não prepara o indivíduo para tais habilidades que vão além de manusear máquinas, mas atributos que poderão fazer dele um trabalhador mais consistente e menos sujeito à desqualificação.
Desse modo, tendo ciência disso os Estados através de seus órgãos educacionais poderiam melhor preparar o indivíduo para o mercado de trabalho, por meio de cursos profissionalizantes de maior qualidade e incentivos ao estudo, pois assim aumentariam a longevidade dele no mercado de trabalho além de não o tornar obsoleto rapidamente. Além disso os sistemas educacionais deveriam além de ensinar habilidades que as maquinas são incapazes de ter e são muito requiridas no mercado, como a adaptabilidade, trabalho em equipe entre outras.