As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 22/05/2020

A Revolução Técnico-Científica do século XX, caracterizada por introduzir a tecnologia no mercado de trabalho, fez com que novos empregos fossem criados e outros extintos. De maneira semelhante, a Indústria 4.0 do século XXI, vem desafiando as ocupações existentes por meio da inserção da inteligência artificial no ramo trabalhista. Em vista disso, é necessário que haja o debate acerca das novas profissões do futuro e seus desafios, como a adaptação ao modo trabalhista moderno e o desemprego.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar as novas demandas curriculares para as profissões do futuro. Nesse sentido, de acordo com o CEO da HR Office , Vanderlei Raffi : “ O mercado trabalhista dependerá cada vez mais de atividades estritamente humanas como criatividade, trabalho em equipe e inteligência emocional”. Tal circunstância se dá pelo fato dessas características de distinguirem das máquinas futuristas e também, é notório que líderes com essas competências desenvolvidas conseguem maiores e melhores resultados. Dessa forma, é significativamente precisa a adaptação pessoal e profissional às novas determinações trabalhistas.

Além disso, grande parte das ocupações de trabalho hodiernas tendem a ficar ultrapassadas. Isso ocorre devido, primordialmente, à substituição de mão de obra humana pela robótica em determinadas áreas. Nesse contexto, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Sapiens, mais de dois milhões de pessoas sofrerão as consequências de terem seus empregos desaparecidos ao longo dos anos para dar lugar à robotização e à inteligência artificial. A título de exemplo, ainda consoante o Instituto Sapiens, funcionários de bancos, caixas de supermercados, secretários e trabalhadores rurais são algumas das profissões que correm o risco de acabarem no futuro. Dessa maneira, a adequação desses serviços às necessidades tecnológicas é a solução para diminuir o desemprego.

Portanto, é imprescindível que medidas sejam tomadas para formação de profissionais melhor qualificados conforme a futura demanda trabalhista. Com isso, é essencial que as universidades e cursos especializantes insiram em sua grade curricular as novas exigências socioemocionais do mercado de trabalho e adotem as principais mudanças tecnológicas. Ademais, empresas e multinacionais em parceria com o Ministério da Economia, responsáveis pela garantia de empregos no país, por meio de investimentos socioeconômicos, devem auxiliar e subsidiar seus funcionários e a população em projetos que visem melhor conhecimento tecnológico a fim de evitar que trabalhadores sejam demitidos por conta da falta de experiência no ramo tecnológico. Desse modo, alguns empregos não serão extintos da mesma intensidade da Revolução do século XX.